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17 de janeiro de 2015 - 11:37Rali Dakar

Sonik quebra o tabu e Suguita termina em histórico top 10

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Finalmente! Vice-campeão ano passado, o veterano Rafal “Super” Sonik é o primeiro europeu campeão nos quadriciclos desde 2009

RIO DE JANEIRO – O Rali Dakar tem um campeão inédito na categoria dos quadriciclos. Após várias tentativas, que incluíram o vice-campeonato ano passado e dois terceiros lugares, o polonês Rafal “Super” Sonik finalmente atingiu o tão sonhado título na divisão mais dífícil entre as quatro que se disputam na maior prova off-road do mundo. Basta dizer que menos de 50% dos pilotos que partiram há duas semanas de Buenos Aires para superar as trilhas daquele país, do Chile e da Bolívia, chegou ao final.

Aos 48 anos, Sonik, já vencedor do Rali dos Sertões, agora chega à maior conquista de sua carreira. Desde as primeiras etapas, os adversários perceberam que teriam que fazer algo mais para superá-lo. Ignácio Casale, campeão do ano passado, superou dores e problemas técnicos para dar o máximo de trabalho que pôde ao polaco. Mas sucumbiu depois que uma transmissão falhou em sua Yamaha Raptor. O uruguaio Sergio Lafuente, outro difícil rival, sofreu um tombaço na 10ª etapa e também ficou pelo caminho, com a suspensão dianteira esquerda de seu quad quebrada.

Aí foi barbada: sem ninguém a incomodá-lo, Rafal levou o caneco com quase três horas de vantagem para o argentino Jeremias Gonzalez Ferioli, que logo em seu segundo Dakar leva o vice da categoria. Aos 19 anos e um dos mais jovens na competição, ele pode ser o sucessor natural dos “hermanos” Marcos e Alejandro Patronelli, que não têm mais participado do Rali e que eram garantia de vitória – foram quatro deles e mais uma de Casale nos últimos cinco anos, evidenciando o domínio sul-americano, finalmente quebrado. Sonik é também o primeiro europeu a vencer o Dakar na categoria desde o tcheco Josef Machacek, em 2009.

Outro sul-americano subirá ao pódio amanhã em Buenos Aires: o boliviano Walter Nosiglia foi muito bem ao longo de toda a competição e mesmo sem vencer qualquer etapa, conquistou um importante 3º lugar, superando o paraguaio Nelson Sanabria Galeano e o francês Christophe Declerck, que emplacou duas especiais consecutivas e quase ganhou a terceira hoje. O sul-africano Willem Saaijman, nono da geral, superou o europeu por seis segundos e foi o mais rápido no encerramento do Dakar.

Estreando na categoria, André Suguita atingiu o objetivo que tinha em mente antes da largada: com o 13º lugar na última especial, o brasileiro sacramentou a décima colocação na prova, um resultado fantástico considerando todas as adversidades enfrentadas ao longo de quase duas semanas de provas. Entre os novatos, ele perdeu justamente para Willem Saaijman, que enfrentou menos problemas que o adversário. Mas é claro que André Suguita está de parabéns pelo resultado obtido.

O resultado da etapa #13 nos quadriciclos:

1º #286 Willem Saaijman (Yamaha) – 1h05min05seg
2º #260 Christophe Declerck (Yamaha) – 1h05min11seg
3º #270 Daniel Domaszewski (Honda) – 1h05min14seg
4º #278 Juan Carlos Carignani (Yamaha) – 1h05min44seg
5º #256 Nelson Sanabria Galeano (Yamaha) – 1h08min47seg
6º #290 Sergio Bustamante (Can-Am) – 1h10min21seg
7º #257 Sebastián Palma (Can-Am) – 1h13min00seg
8º #251 Rafal Sonik (Yamaha) – 1h13min21seg
9º #283 Walter Nosiglia (Honda) – 1h13min21seg
10º #261 Jeremias Gonzalez Ferioli (Yamaha) – 1h15min54seg

Classificação geral:

1º #251 Rafal Sonik – 57h18min39seg
2º #261 Jeremias Gonzalez Ferioli – 60h13min29seg
3º #283 Walter Nosiglia – 61h01min35seg
4º #256 Nelson Sanabria Galeano – 61h27min36seg
5º #260 Christophe Declerck – 63h07min19seg
6º #270 Daniel Domaszewski – 65h54min49seg
7º #257 Sebastián Palma – 67h48min53seg
8º #265 Santiago Hansen – 70h43min09seg
9º #286 Willem Saaijman – 70h47min17seg
10º #295 André Suguita – 79h39min53seg

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