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11 de julho de 2016 - 11:25Túnel do Tempo

Direto do túnel do tempo (337)

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RIO DE JANEIRO – Bons tempos da Divisão 3, quando havia a Classe C, dos carros mais potentes com motor acima de 3 litros. Tempos de Mavericks e Opalões. E até de Dodge: Nelson Marcílio e Leopoldo Abi-Eçab prepararam os seus, mas o carro não era páreo para as outras marcas. Dá até pra dizer, sem medo de errar, que os Classe C dos anos 1970 só voltariam a ter parâmetro com a Stock Car em meados da década seguinte, quando os Opalas – já movidos a álcool – começaram a passar dos 300 HP de potência e passaram a usar pneus slicks, já que até 1982 o carro lembrava mais os Divisão 1, usando os pneus Pirelli CN36 – lembram?.

Cabe lembrar que o tão falado “Haras Hollywood”, o Maverick feito pelo Oreste Berta em Alta Gracia, com cabeçotes Gurney-Eagle, tinha 500 HP – provavelmente, o carro mais forte do país naqueles tempos em termos de desempenho.

Enfim… aqui na foto, em destaque, dois Opalas  – creio que em Brasília, no ano de 1975, mais precisamente no dia 8 de junho. O número #111 não me deixa mentir: era a identificação inconfundível do carioca Nelson Silva, que tinha um carro preparado por ninguém menos que “Seu” Chico Landi. O carro de trás, com pintura azul clara, era de Paulo Duarte Prata. Os dois terminaram na 3ª e 4ª colocações respectivamente, na soma dos tempos das duas baterias naquela oportunidade. Paulão Gomes venceu com o Maverick da equipe Greco-Mercantil Finasa, seguido por Júlio André Tedesco, piloto da cidade catarinense de Caçador.

Os demais pilotos da Classe C na corrida eram: Ricardo Caravieri, Reynaldo Campello, Abdalla Jarjour, Norberto Januzzi e… Luizinho Pereira Bueno, que estava incumbido de guiar o “Haras Hollywood”, que no primeiro ano de existência deu o vice-campeonato da Classe C na Divisão 3 para Tite Catapani. Mas em Brasília, ele nem largou, porque o bloco do motor de seu Maverick estava rachado.

Há 41 anos, direto do túnel do tempo.

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2 comentários

  1. PRNDSL disse:

    É Brasília sim, provavelmente na saída da “bruxa” e ainda : lembro das telas de galinheiro que serviam de “proteção” nas áreas de escape …

  2. Carlos Pereira disse:

    Não vivi, e não conheci essas corridas, mas do jeito que vocês falam, deviam ser demais. “Seu” Chico Landi, Luizinho Pereira Bueno só grandes nomes.

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