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2 de setembro de 2018 - 23:27International GT Open

Mais uma vitória de Serra e Cioci no GT Open; domingo é de Onslow-Cole e Pierburg

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No topo do pódio: Daniel Serra e Marco Cioci venceram novamente, após intensa pressão do Lamborghini de Giovanni Venturini e Jeroen Mul na corrida de sábado em Silverstone

RIO DE JANEIRO - O automobilismo brasileiro voltou ao topo do pódio no International GT Open pela terceira corrida consecutiva em 2018. Daniel Serra disputou seu segundo fim de semana na categoria este ano pela Luzich Racing, com uma terceira Ferrari 488 GT3 EVO inscrita pelo time satélite da AF Corse. E junto a Marco Cioci, venceu pela segunda vez após o triunfo no regresso, acontecido na etapa anterior, no Hungaroring.

Pole position para a corrida #1, Daniel sustentou a dianteira até a janela para trocas de pilotos. Cumprido o handicap mínimo de parada em 70 segundos, Marco Cioci assumiu o volante e seguiu líder sob a fortíssima pressão do Lamborghini Huracán da Imperiale Racing conduzido primeiro pelo italiano Giovanni Venturini e depois pelo compatriota Jeroen Mul. A diferença entre o carro vencedor e o 2º colocado ao fim de 34 voltas foi de apenas 0″471.

Fran Rueda e Andrés Saravia não puderam lutar diretamente pela vitória, mas conquistaram um ótimo resultado: a dupla da Teo Martín Motorsport fechou em 3º lugar, descontando alguns pontinhos para Mikkel Mac Jensen, que após uma razoável classificação no treino oficial (9º tempo), ainda conseguiu um importante quinto posto, competindo em dupla com o campeão mundial da LMGTE-PRO, Alessandro Pier Guidi.

Destaque também para o quarto posto de Alex Frassineti em sua estreia no GT Open ao lado do antigo parceiro de Fernando Rees, Damiano Fioravanti, numa etapa em que os demais pilotos brasileiros não tiveram bom desempenho, muito possivelmente por conta dos modestos resultados na definição do grid. Cacá Bueno/Ricardo Baptista chegaram em 14º na geral e quinto na Pro-Am, somando os primeiros pontos na divisão neste ano. Allam Khodair/Marcelo Hahn terminaram duas posições atrás.

Menos mal que Giulio Borlenghi/Andrzej Lewandowski ganharam mais uma vez (quarta até aquela oportunidade), solidificando a liderança da subclasse dos pilotos de graduação bronze. Márcio Basso e Alexey Chulkin em último largaram e em último terminaram na pista.

Neste domingo, o jogo virou a favor das Mercedes-Benz AMG GT3. Após o 23º e penúltimo lugar geral na véspera, Tom Onslow-Cole fez a pole position com o carro #20 da SPS Automotive Performance que dividiria com o holandês Valentin Pierburg. A seu lado na primeira fila, o carro #16 de Marcelo Hahn/Allam Khodair, com o “Japonês Voador” e seu parceiro esperançosos em repetir o triunfo no Hungaroring – que poderia ser o quarto seguido de pilotos brasileiros na temporada.

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Neste domingo, a dupla Tom Onslow-Cole/Valentin Pierburg partiu da pole position e dominou a disputa da primeira à última volta

Onslow-Cole largou muito bem e permaneceu na ponta com Khodair relativamente próximo, seguidos por Fabrizio Crestani, Jeroen Mul, Callum McLeod e Riccardo Agostini. Logo na primeira volta, um incidente entre a Lambo de Jiatong Liang e o Audi de Oliver Wilkinson custou à equipe do #96 da Optimum Motorsport um pênalti de 10 segundos.

A liderança foi aumentando à razão de um segundo por volta e na décima passagem, Onslow-Cole já contava com 10 segundos de frente para Khodair, além do giro mais rápido da disputa. A janela de pit stops obrigatórios foi aberta na 13ª volta e os primeiros a parar foram Riccardo Agostini, Andrés Saravia, Callum McLeod e Mikkel Mac Jensen.

Nesse ínterim, Daniel Serra vinha buscando a recuperação após um turno discreto de Marco Cioci e do handicap de 80 segundos na parada. O vencedor da véspera acabou abalroado pela Mercedes-AMG de Ricardo Baptista, parceiro de Cacá Bueno. A rodada custou caro à dupla da Luzich Racing, que não pode ir além da 10ª colocação final e também para os pilotos da Drivex, que foram punidos em 10 segundos de acréscimo ao tempo final de corrida por conta da refrega.

Terminado o ciclo de paradas, Valentin Pierburg herdou a liderança com Marcelo Hahn logo a seguir. Mas a direção de prova anunciou logo uma penalidade de quatro segundos para o carro #16 dos brasileiros, pelo não cumprimento do tempo do handicap na parada de box. Eles fizeram o pit em 61 segundos quando deveriam ficar 65, o tempo mínimo estabelecido pela tabela da prova #2 em Silverstone.

A situação parecia estável, embora Hahn recebesse a pressão cada vez maior do carro de Giovanni Venturini/Jeroen Mul, que de qualquer jeito herdaria o 2º lugar mercê a penalização para os brasileiros. Mas veio um rude golpe: um braço de suspensão rompeu-se na Mercedes-AMG GT3 da Drivex e Hahn perdeu toda e qualquer possibilidade de conquistar o pódio junto a Khodair.

Assim, Onslow-Cole e Pierburg triunfaram pela primeira vez no ano (segunda de uma dupla Pro-Am na temporada), chegando ao total de 30 voltas com 6″867 para Venturini/Mul e quase 10 segundos para Alex Frassineti/Damiano Fioravanti.

Com o quarto lugar, duas posições à frente de Andrés Saravia/Fran Rueda, Mikkel Mac Jensen ainda saiu de Silverstone como líder do campeonato. Faltando duas rodadas, o dinamarquês da Luzich Racing soma 86 pontos, nove à frente dos adversários da BMW M6 GT3 da Teo Martín Motorsport, enquanto Venturini/Mul vêm em terceiro com 72.

A vitória na Pro-Am mantém os pilotos da SPS Automotive Performance na luta pelo título em sua divisão. Eles estão a cinco pontos de Fabrizio Crestani/Miguel Ramos, que continuam líderes na tabela e agora distantes 18 pontos do brasileiro Marcelo Hahn. Na classe Am, Giulio Borlenghi/Andrzej Lewandowski chegaram na frente dos rivais pela quinta vez em 2018 e saíram de Silverstone com vantagem agora de 10 pontos para o eslovaco Miro Konôpka, que neste fim de semana teve Darren Burke como parceiro.

Márcio Basso não entrou na pista na corrida #2 neste domingo e portanto não pontuou, seguindo em sexto na tabela, com 34 pontos. O ucraniano Alexey Chulkin correu sozinho e fechou em 20º na geral – segundo na divisão.

Veremos o que Monza nos reservará em termos de definição rumo à decisão do campeonato, que será em Barcelona, na Espanha.

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