Euroformula Open abre temporada com 21 inscritos em Le Castellet

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Lukas Dunner lidera o pelotão na temporada de inverno em Paul Ricard: o EF Open foi ajudado pelo fim da natimorta Fórmula European Masters, para ter 21 carros na primeira rodada de 2019, lá mesmo na França

RIO DE JANEIRO – Melhor que a encomenda: o início de temporada do Euroformula Open, que tem sua primeira rodada neste fim de semana no Circuito de Paul Ricard, em Le Castellet, marca a nova fase da categoria com múltiplas opções de propulsores e um bom grid.

O blog fizera ontem uma projeção de inscritos próxima de 20 pilotos. Serão 21, de acordo com a listagem enfim divulgada pela GT Sport Competición, organizadora do campeonato de monopostos.

A campeã RP Motorsport, que venceu em 2017 com Harrison Scott e ano passado com Felipe Drugovich – em ambos os campeonatos de forma absolutamente dominante – encabeça a relação com seus três pilotos. Javier González vai com o dorsal #1, cabendo o #2 ao russo Artem Petrov e o número #3 ao francês Pierre-Louis Chovet. A equipe mantém os motores Toyota Piedrafita no seu pacote técnico.

Outra escuderia a confiar na mecânica preparada em solo espanhol é a do novato grego Dimitrios Tsimpris, que levará o numeral #5 em seu Dallara. A Double R Racing, de responsabilidade do engenheiro Anthony “Boyo” Hieatt e fundada por Steve Robertson e Kimi Räikkönen, aposta nos motores Mercedes-HWA e em um sobrenome famoso: Jack Doohan, filho do pentacampeão mundial de Motovelocidade entre 1994 e 1998, Mick Doohan.

O australiano de apenas 16 anos já é membro do Red Bull Junior Team e carregará as cores rubrotaurinas no seu monoposto com o número #7, cabendo o segundo assento ao sueco Linus Lundqvist, egresso da Fórmula 3 inglesa.

Também com motores Mercedes-HWA, a Teo Martín Motorsport preferiu trazer a bordo três pilotos que têm horas de voo no EF Open: o austríaco Lukas Dunner, sétimo colocado do último campeonato; o italiano Aldo Festante, 9º na tabela de 2018 e o brasileiro Guilherme Samaia, que defendeu a RP Motorsport e terminou a temporada passada em 6º lugar.

A tradicionalíssima Carlin – que está em tudo quanto é lado neste ano de 2019 – aposta em quatro pilotos de currículos bem distintos. O japonês Teppei Nattori é um protegido da Honda, enquanto o brasileiro Christian Hahn vai para o terceiro ano na categoria. O dinamarquês Nicolai Kjærgaard vem do BRDC Fórmula 3, onde conquistou cinco vitórias. E também do certame britânico para o EF Open, chega Billy Monger, que certamente será muito observado ao longo do campeonato. O pacote técnico é Dallara Volkswagen Spiess.

Timo Rumpfkeil procurou uma alternativa após o fim da Formula European Masters, por falta de quórum para encaixar sua Motopark e achou: o Euroformula Open. Fechou quatro carros para a temporada, com motores Volkswagen Spiess – trouxe o alemão Julian Hanses, os japoneses Yuki Tsunoda e Marino Sato e o neozelandês Liam Lawson, campeão do Toyota Racing Series na Oceania e também integrante do Red Bull Junior Team.

Outra equipe de tradição nas categorias de base é a Fortec, fundada por Richard Dutton. A escuderia britânica também regressa ao EF Open após o fim da natimorta Formula European Masters, com dois nomes já conhecidos da categoria: Cameron Das, estadunidense de 19 anos e o australiano Calan Williams, de 18. Vão de Dallara Mercedes-HWA.

A oitava participante confirmada em Paul Ricard é a Drivex. O espanhol Miguel Ángel de Castro confirmara apenas o angolano Rui Andrade, mas pelo menos para a primeira rodada dupla garantiu um assento ao romeno Petru Florescu, 10º colocado no EF Open em 2017.

Espera-se que a Campos Racing, que vinha frequentemente inscrevendo seus monopostos na categoria, tenha condições de ingressar no grid futuramente e assim aumentar o plantel do EF Open em 2019.

As provas do fim de semana em Le Castellet terão duração de 15 voltas ou máximo de 35 minutos, largando no sábado às 9h30 de Brasília e domingo às 9h. O blog replicará o streaming da rodada dupla de abertura, ao vivo.

Sobre o Autor

Rodrigo Mattar

1 Comentário

  • Bom que essa categoria conseguiu sobreviver com um grid satisfatório. Estava acompanhando as informações daquela F3 Regional e ter só 10 carros na estreia foi desanimador. Culpa do inchaço da F3.

Por Rodrigo Mattar

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Perfil

Rodrigo Mattar, carioca de 49 anos. Apaixonado por automobilismo desde os nove, é jornalista especializado em esportes a motor desde 1998. Estagiou no Jornal do Brasil e numa assessoria de comunicação antes de ingressar na Rede Globo. Em 2003, foi para o SporTV, onde foi editor dos hoje extintos programas Grid Motor e Linha de Chegada. No mesmo ano, iniciou sua trajetória como comentarista, estreando numa transmissão de uma corrida de Stock Car, realizada no saudoso Autódromo de Jacarepaguá. Há sete anos, está no Fox Sports, atuando como editor responsável do programa Fox Nitro e comentarista de diversas categorias, entre as quais Rali Dakar, Nascar, MXGP, WTCC, WRC, FIA WEC, IMSA, Fórmula E, WTCR e Superbike Series Brasil. Conduz o blog A Mil Por Hora, agora no GRANDE PRÊMIO, desde 2008.

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