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7 de junho de 2019 - 21:1524 Horas de Le Mans, Miniaturas

Pequenas maravilhas – especial 24 Horas de Le Mans: o esquadrão Sauber-Mercedes C9 (1989)

HPI MB

RIO DE JANEIRO – A Mercedes-Benz ficou décadas sem comparecer às 24 Horas de Le Mans. O motivo foi o grande acidente de 1955, a maior tragédia em todos os tempos não só na história de La Sarthe – como também de qualquer categoria do automobilismo mundial.

Na sequência de um contato entre o Austin-Healey de Lance Macklin – que se desviava do Jaguar de Mike Hawthorn. e o Mercedes de Pierre Levegh, que bateu na barreira de proteção, provocando morte instantânea do piloto francês.

Partes do carro destruído voaram em direção ao público que acompanhava a disputa nas arquibancadas defronte aos boxes. Um dos materiais usados na construção do bólido de Levegh era o magnésio, facilmente inflamável. E isso aumentou as chamas. Oitenta e três espectadores morreram.

Alfred Neubauer retirou a equipe oficial da disputa, a Mercedes-Benz abandonou as competições e o regresso demorou trinta e um anos.

Em 1986, a Mercedes voltou como fornecedora de motores, equipando o Esporte-Protótipo Sauber C8 do Kouros Racing Team guiado por Henri Pescarolo, Dieter Quester, Christian Danner. A trinca só ficou 86 voltas na pista. Mas o regresso dos alemães foi muito comemorado.

A equipe helvética voltou a falhar na edição seguinte e em 1988 não havia nenhum Sauber na competição. Parecia que a Mercedes-Benz estava mesmo fadada a insucessos na lendária prova francesa.

Só parecia…

Para 1989, o ataque foi total com o modelo Sauber-Mercedes C9. Projeto de Peter Sauber e Leo Ress, tinha motor V8 Biturbo com 5 litros de capacidade cúbica, derivado de uma unidade de rua que debitava 350 cavalos.

Com os turbos KKK, atingiu-se o dobro de cavalos força e, junto à aerodinâmica refinada do bólido, Jean-Louis Schlesser alcançou estonteantes 402 km/h, perto do recorde histórico de Roger Dorchy, registrado no ano anterior.

Aliás e a propósito: isso fez com que o Automobile Club de l’Ouest (ACO) decidisse implementar duas chicanes no retão Les Hunaudières, para ‘quebrar’ a velocidade dos Protótipos do Grupo C.

O Team Sauber-Mercedes tinha os carros #61 para Kenny Acheson/Gianfranco Brancatelli/Mauro Baldi, o #62 para Jean-Louis Schlesser/Jean-Pierre Jabouille/Alain Cudini e o #63 de Manuel Reuter/Stanley Dickens/Jochen Mass. Todos pilotos experientes – sendo que Acheson, Baldi, Mass e Schlesser eram os pilotos regulares da marca de Stuttgart no World SportsCar Championship.

Após uma década alinhando seus carros com mecânicas de outros construtores – Ford e BMW por exemplo – Sauber alcançou a glória com Mass/Dickens/Reuter vencendo a prova a bordo de mais um autêntico “Flecha de Prata” após 380 voltas completadas, cinco de frente para Acheson/Brancatelli/Baldi. A trinca Schlesser/Cudini/Jabouille ainda chegou na 5ª colocação.

Essas sensacionais miniaturas do Sauber-Mercedes C9 são um oferecimento do Dr. Derci Reiche, entusiasta das réplicas, leitor do blog e fã inveterado dos carros de Le Mans. Segundo o e-mail que ele me enviou, os exemplares estão há muitos anos no consultório dele.

São em escala 1/43 e concebidas pela HPI em edição especialíssima.

Mandem suas miniaturas aqui para o blog, através do e-mail [email protected], que eu publico! A largada das 24 Horas de Le Mans é no próximo dia 15, às 10h da manhã (horário de Brasília).

1 comentário

  1. OZZMAIR disse:

    Meu protótipo favorito no Gran Turismo , lindo , rápido e “meio que” incontrolável.

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