ELMS 2020: grid com 40 carros full season

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Em jogo, desta vez, três vagas diretas para Le Mans: com 18 carros no plantel, a LMP2 será a estrela da temporada 2020 do European Le Mans Series

RIO DE JANEIRO – Com início marcado para 5 de abril e a disputa das 4h de Barcelona, na Espanha, a temporada 2020 do European Le Mans Series (ELMS) teve hoje seu plantel completo revelado pelos organizadores.

Após algumas especulações, fechou-se consenso num total de 40 carros, distribuídos em três categorias – LMP2, LMP3 e LMGTE – como, aliás, vem sendo feito nas últimas temporadas.

É um excelente plantel sem dúvida e as novidades são várias para a temporada de seis provas que se encerra em outubro. O ELMS vai atender ao novo critério de distrbuição de vagas diretas às 24h de Le Mans. Serão seis, distribuídas pelo critério proporcional de número de inscritos, prontamente atingido neste ano.

A LMP2 constitui maioria com 18 carros, a LMP3 – que estreia novo regulamento técnico e novos chassis – terá 13 unidades e as restantes nove são os carros da LMGTE.

Na principal classe, a Oreca reina praticamente absoluta em número de chassis. São 15 unidades, incluindo o Aurus 01 da G-Drive Racing, rebatizado com o nome de uma marca russa de limusines porque na LMP2 é possível fazer isso. Haverá um par de chassis Ligier e um solitário Dallara P217.

As novidades são a passagem da Ultimate à LMP2 – evidentemente como cliente Oreca e a criação da Richard Mille Racing Team, com suporte técnico e logístico da Signatech-Alpine e trinca feminina, liderada pela experiente britânica Katherine Legge. Não fosse a gravidez, e acredito piamente que Bia Figueiredo pudesse estar nesse projeto.

A Panis Racing vai com o numeral #31 na próxima temporada do ELMS e apenas um carro, após o fim do vínculo do time com o antigo goleiro da seleção francesa Fabién Barthez

Outra diferença em relação à 2019 é que a Panis Racing agora está desvinculada de Fabién Barthez, tendo reduzido seu esquema a um carro, agora com o dorsal #31.

Com relação às formações de pilotos, a High Class Racing terá Anders Fjørdbach/Dennis Andersen, enquanto Memo Rojas Jr. se junta à DragonSpeed e também aos já titularíssimos Ben Hanley e Henrik Hedman.

Phil Hanson/Filipe Albuquerque repartirão o #22 da United Autosports, enquanto no segundo carro do time britânico virão Alex Brundle/Will Owen/Job Van Uitert.

A anglo-portuguesa Algarve Pro Racing será cliente da Goodyear, que entra no ELMS como substituta da Dunlop. Henning Enqvist e John Falb são até aqui os únicos pilotos confirmados.

Enquanto a vice-campeã G-Drive tem apenas Roman Rusinov em sua relação, a campeã IDEC Sport foca num único LMP2 neste ano e traz Richard Bradley para se juntar a Paul Lafargue e Paul-Loup Chatin.

As também francesas Ultimate e Duqueine virão ambas com um carro inscrito, sendo Jean-Baptiste Lahaye o único garantido na equipe novata na LMP2 (pelo menos no ELMS), enquanto a Duqueine, de chefe de equipe novo para 2020, terá Tristan Gommendy/Jonathan Hirschi/Konstantin Tereschenko.

Julien Canal/Nico Jamin/Will Stevens serão o trio da Panis Racing, enquanto a Inter Europol Competition confirmou três nomes: Alex Müller no carro #33 e os pilotos Kuba Smiechowski e Mathias Beche para o #34.

Francesco Dracone será o líder do #35 da BHK Motorsport, enquanto a Cool Racing deve repetir a mesma formação do último campeonato, com Nico Lapierre/Antonin Borga/Alexandre Coigny.  A Graff ficou com um carro apenas e terá Thomas Laurent, piloto júnior da Toyota no WEC, junto a Alexandre Cougnaud e James Allen.

Única cliente da Dallara, a Carlin Thunderhead garante um lugar pelo menos para Jack Manchester e o #50 da Richard Mille terá Katherine Legge, Tatiana Calderón e a alemã Sophia Flörsch – ela mesma, do acidente pavoroso em Macau, há pouco mais de um ano.

O Ligier JS P320 é novidade absoluta para a classe LMP3 e serão dez desses protótipos em 2020 nas pistas do ELMS. Uma única vaga está em jogo para Le Mans 2021

A LMP3 será dominada pelos construtores franceses em 2020, dentro do novo regulamento que prevê também um incremento de cilindrada –  e portanto um pouquinho mais de potência nos motores Nissan V8, agora com 5,6 litros.

ADESS e Ginetta não conseguiram um cliente sequer e quem deita e rola são a Ligier, com maioria absoluta de chassis e a Duqueine, que absorveu a propriedade intelectual da Norma e terá contudo apenas duas clientes, a Nielsen Racing e a luxemburguesa DKR, de volta após o título no Michelin Le Mans Cup.

Além da Nielsen, as demais equipes com dois carros no plantel serão a United Autosports e a Inter Europol Competition.

A United, que teve Thomas Erdos no último campeonato, aposta em caras novas. No carro #2, estará Wayne Boyd como o único confirmado e o #3 apresenta Duncan Tappy junto a Jim McGuire e Andrew Bentley.

Laurents Hörr lidera o #4 da DKR e, mais uma vez, Terrence Woodward retorna com a 360 Racing no carro #6. Na Nielsen, Tony Wells e Rob Hodes, que estão em ação no Asian Le Mans Series, estão garantidos.

Esteban Garcia é o primeiro piloto confirmado da Realteam, que troca de equipe suporte – serão assistidos pela TDS Racing de Xavier Combet e vão de Ligier neste ano. A Graff, antiga parceira desta escuderia, terá três pilotos nascidos em Le Mans: Vincent Capillaire e os irmãos Maxime e Arnold Robin.

Harrison Newey será o “frente” da Eurointernational, que trava com a Inter Europol Competition uma batalha ferrenha pela vaga direta das 24h de Le Mans deste ano (sim, ainda há o tapetão…). Enquanto isso, Paul Scheuschner e Nigel Moore são os pilotos anunciados pela equipe dos carros verde e amarelos.

A RLR MSport aposta em Malthe Jacobsen para a campanha deste ano e a Ultimate terá um carro na LMP3 que será conduzido por Patrice Lafargue e outros a serem anunciados.

Nove carros vão brigar por duas vagas diretas às 24h de Le Mans de 2021, destinadas à classe LMGTE

Na LMGTE, que continua com regulamento único de pneu (Goodyear, em substituição aos Dunlop), apenas Ferrari e Porsche têm carros inscritos. Nenhum Aston Martin ou qualquer outro fabricante – e havia a possibilidade do regresso da TF Sport. E é uma pena: a categoria não merecia isso.

Três equipes não voltam em relação ao último campeonato. O Team Project 1 compreensivelmente direcionou seus esforços para o FIA WEC, mas Luzich Racing e Ebimotors estão fora. A Luzich é dona de uma vaga direta às 24h de Le Mans 2020 – será que não estarão na relação final?

Talvez não: isso pode ser um indicativo de que o time de Peter Luzich deve se graduar para a temporada 2020/21 do Mundial de Endurance, ao que consta.

De resto, chega a Iron Lynx com dois carros e o plantel dos pilotos principais revela novidades. Christoph Ulrich é uma delas: o suíço estará no #51 da AF Corse, enquanto na Spirit Of Race, braço helvético do time de Amato Ferrari, vai Duncan Russell Cameron no #55.

A Iron Lynx indicou Claudio Schiavoni no #60 e Manuela Göstner no #83. Gunnar Jeannette está anunciado no #66 da JMW Motorsport, que possivelmente terá também Richard Heistand na trinca em 2020. A Kessel Racing tem confirmados o sino-canadense Wei Lu e o polonês Michael Broniszewski.

Por fim, Dempsey-Proton Racing e Proton Competition – que na verdade são a mesma estrutura, encerram o plantel com os solitários Porsche 911 RSR GTE, tendo como pilotos anunciados o italiano Michele Beretta e o experiente austríaco Richard Lietz.

Sobre o Autor

Rodrigo Mattar

2 Comentários

  • Primeiro é fato que os LMP2 e LMP3 são um sucesso ,muito bom o numero de participantes nas duas entradas de protótipos. É um pouco decepcionante não ter um só carro de ADESS e Ginetta, uma tá envolvida com os testes a hidrogênio e a Ginetta deveria bancar um time na LMP3 pelo menos e deixar o LMP1 de lado, já que o seu projeto LMP3 é novo e olha firme pro futuro enquanto o LMP1 sempre problemático já tem data pra morrer, não entendo.
    Na categoria LMGTE tá quase monomarca, uma pena.

Por Rodrigo Mattar

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Perfil

Rodrigo Mattar, carioca de 49 anos. Apaixonado por automobilismo desde os nove, é jornalista especializado em esportes a motor desde 1998. Estagiou no Jornal do Brasil e numa assessoria de comunicação antes de ingressar na Rede Globo. Em 2003, foi para o SporTV, onde foi editor dos hoje extintos programas Grid Motor e Linha de Chegada. No mesmo ano, iniciou sua trajetória como comentarista, estreando numa transmissão de uma corrida de Stock Car, realizada no saudoso Autódromo de Jacarepaguá. Há sete anos, está no Fox Sports, atuando como editor responsável do programa Fox Nitro e comentarista de diversas categorias, entre as quais Rali Dakar, Nascar, MXGP, WTCC, WRC, FIA WEC, IMSA, Fórmula E, WTCR e Superbike Series Brasil. Conduz o blog A Mil Por Hora, agora no GRANDE PRÊMIO, desde 2008.

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