FIA WEC: menor grid da história para as 8h do Bahrein

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Um grid menor que o da foto: o FIA WEC conseguiu a ‘façanha’ de reunir apenas 25 carros para a final no Bahrein. É o menor plantel da história da competição em oito temporadas

RIO DE JANEIRO – Última etapa da temporada 2019/20 do Mundial de Endurance, o FIA WEC, as 8h do Bahrein registram o menor grid da história em 65 corridas disputadas desde o retorno da competição em 2012 – e a corrida que encerra a temporada #8 será a 66ª de todas.

Apenas 25 carros – um a menos que o total mais baixo já estabelecido em outras corridas – vão para Sakhir e disputar a corrida, com coeficiente de pontuação 1.25 – a vitória vale 38 pontos mais o ponto extra da pole, portanto são 39 em jogo.

O melancólico plantel se deve às ausências da Rebellion – esta muito sentida; do Team LNT (que não voltou mais em 2020 com seus Ginetta) e agora da High Class Racing com seu protótipo LMP2. E outra equipe que também deu adeus à competição foi a MR Racing, da classe LMGTE-AM, que esteve em La Sarthe via CarGuy Racing.

Sendo assim, serão somente dois LMP1, sete LMP2, seis LMGTE-PRO e dez LMGTE-AM, o que significa que em princípio pelo menos um Grã-Turismo estará no top 10 geral da disputa.

Com a decisão da Rebellion em não ir à última etapa, a corrida final da história da LMP1 será disputada internamente entre os dois Toyota TS050 Hybrid que farão entre si um duelo pelo título. A trinca do #8 vencedora nas 24h de Le Mans está sete pontos à frente dos pilotos do #7, que teoricamente vinham dominando a temporada. Como a margem de pontos de primeiro para segundo é de onze na classificação de provas com duração de 8h no FIA WEC, fora o ponto da pole – se o #7 chegar à frente do #8, leva.

Na LMP2, onde o campeonato já foi definido a favor da United Autosports e também de Phil Hanson e Filipe Albuquerque, a disputa serve para cumprir tabela e apontar o vice-campeão. Que pode, ironicamente, ser o escocês Paul Di Resta, que ficou de fora das 8h de Fuji ano passado por conta de compromissos com o DTM, que ainda defendia.

Roberto González e Antonio Félix da Costa, que vêm em terceiro com 125 pontos, ainda podem ultrapassar Di Resta, mas para isso terão que ganhar a disputa e torcer para o #22 quebrar, o que depois da estreia em Silverstone não mais ocorreu.

André Negrão e seus parceiros Thomas Laurent e Pierre Ragues tentarão terminar o campeonato com um mínimo de dignidade: eles estão em 8º com 94 pontos na classificação da LMP2 e buscam a terceira posição de pódio na temporada – a última da Alpine na divisão. Ano que vem, a marca de Dieppe estará na LMH com um protótipo LMP1.

A LMGTE-PRO registra batalha interna entre os pilotos da Aston Martin Racing pelo título da Super Season 2019/20: Marco Sørensen e Nicki Thiim chegam ao Bahrein como líderes, somando 157 pontos – quinze a mais que os vencedores de Le Mans Maxime Martin e Alex Lynn.

Só que Ale Pier Guidi e James Calado, que vêm em terceiro com 131, ainda podem sonhar com a taça. E não será desta vez, apesar dos cinco pódios em sete corridas anteriores, que Kévin Estre e Michael Christensen irão comemorar o bicampeonato. Com o quarto lugar na tabela, a dupla do Porsche #92 está fora da jogada.

Entre os times da LMGTE-AM, poucas mudanças em relação às etapas anteriores, exceto que a Red River Sport não terá Charlie Hollings e Johnny Mowlem, sendo substituídos pelo estreante no WEC Colin Noble e por Kei Francesco Cozzolino no carro #62. A Dempsey Racing-Proton é a única equipe que não definiu trio para o #88 – que novidade…

Na pontuação, o panorama é favorável à TF Sport – mas a diferença, pequena. Jonathan Adam/Salih Yoluç/Charlie Eastwood somam 148 pontos enquanto François Perrodo/Emmanuel Collard/Nicklas Nielsen têm 140. Só essas trincas brigam pelo título: Matt Campbell/Riccardo Pera/Christian Ried estão em 3º com 98,5 pontos e não podem mais alcançar os adversários.

Felipe Fraga, que não correu no Bahrein na única vitória do Team Project 1 – quando foi substituído por Larry Ten Voorde naquela ocasião por conta de compromissos com a Stock Car – promete ajudar Ben Keating e Jeroen Bleekemolen na luta pela P3 do campeonato. E Augusto Farfus, na Aston Martin Racing, tem a mesma missão junto a Ross Gunn e Paul Dalla Lana.

Sobre o Autor

Rodrigo Mattar

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Rodrigo Mattar, carioca de 49 anos. Apaixonado por automobilismo desde os nove, é jornalista especializado em esportes a motor desde 1998. Estagiou no Jornal do Brasil e numa assessoria de comunicação antes de ingressar na Rede Globo. Em 2003, foi para o SporTV, onde foi editor dos hoje extintos programas Grid Motor e Linha de Chegada. No mesmo ano, iniciou sua trajetória como comentarista, estreando numa transmissão de uma corrida de Stock Car, realizada no saudoso Autódromo de Jacarepaguá. Há sete anos, está no Fox Sports, atuando como editor responsável do programa Fox Nitro e comentarista de diversas categorias, entre as quais Rali Dakar, Nascar, MXGP, WTCC, WRC, FIA WEC, IMSA, Fórmula E, WTCR e Superbike Series Brasil. Conduz o blog A Mil Por Hora, agora no GRANDE PRÊMIO, desde 2008.

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