Vitória e título antecipado para o Team WRT no European Le Mans Series

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SÃO PAULO – O velho clichê se manifesta: nada como um dia após o outro, nada como uma corrida após a outra. Depois do que aconteceu nas 24h de Le Mans, quando o carro apagou na última volta, Robert Kubica, Yifei Ye e Louis Déletraz deram hoje a chamada ‘volta por cima’. A trinca do Team WRT venceu há pouco as 4h de Spa-Francorchamps, na corrida ‘caseira’ do time de Yves Weerts, René Verbist e Vincent Vosse. Como efeito, a trinca do carro #41 e a equipe belga conquistaram por antecipação o título da temporada 2021 do European Le Mans Series.

Com a terceira vitória em cinco provas, o trio foi beneficiado pelo abandono logo na primeira volta da disputa do #26 da G-Drive Racing, que ainda poderia evitar o título antecipado do time rival. A equipe russa perdeu suas chances na sequência de um contato entre Roman Rusinov e o turco Salih Yoluç, do Racing Team Turkey – que abandonaria pouco depois noutro incidente, no caso uma rodada.

Kubica guiou nos primeiros stints e cedeu o volante ao chinês Ye, que estendeu a vantagem do #41 para cima do #32 da United Autosports, que conseguiu largar após uma tremenda ‘panca’ de Nico Jamin no treino classificatório. O oriental sustentou a ponta mesmo com a pressão do venezuelano Manuel Maldonado, que deixaria o cockpit no final para o holandês Job Van Uitert, com Louis Déletraz assumindo o carro líder faltando 49 minutos para o final.

Só que o #32 perdeu terreno e a Duqueine, do trio Tristan Gommendy/René Binder/Memo Rojas Jr., avançou e chegou ao 2º lugar, seguida da Panis Racing com o carro vencedor das 4h de Monza e a Cool Racing, que largara na pole position e ganhou quase sem oposição na divisão Pro-Am.

A dúvida era se o #41 precisaria de uma última parada extra por conta do combustível, mas não foi necessário: um acidente com Christophe Cresp no complexo Eau Rouge-Raidillon, só para variar um pouquinho, levou a direção de prova comandada por Eduardo Freitas a deflagrar um período de FCY e assim Déletraz poupou combustível de forma suficiente para poder completar a corrida com o que restava no tanque e cruzar com 5″318 de frente para a Duqueine, com a Panis Racing fechando o pódio.

Na classe LMP3, a DKR Engineering, do vizinho Grão-Ducado de Luxemburgo, chegou à terceira vitória seguida na temporada. Laurents Hörr e o parceiro Mathieu de Barbuat fizeram a equipe comandada por Kendy Janclaes subir para 92 pontos com a pontuação máxima do fim de semana – vitória + pole position – reduzindo para seis unidades a distância em relação à trinca da Cool Racing, vencedora das duas primeiras etapas.

Matt Bell/Nicklas Krütten/Nicolas Maulini tiveram trabalho para conseguir o segundo degrau do pódio, já que o FCY beneficiou o #2 do trio Wayne Boyd/Robert Wheldon/Edouard Cauhaupe e a United Autosports, por somente 1″341, não fez com que a distância entre líderes e vice-líderes diminuísse ainda mais. Claro está, a decisão do campeonato ficou para Portimão.

Na subclasse LMGTE, a AF Corse faturou a corrida num 1-2-3 do modelo 488 GTE EVO da Ferrari, com o triunfo de François Perrodo/Alessio Rovera/Manu Collard. Foi a segunda vitória do #88 e – mesmo com uma corrida a menos que os rivais – acabou sendo o suficiente para a equipe italiana assumir a liderança do campeonato com 106 pontos contra 101 do trio da então líder Iron Lynx, que chegou em segundo.

Será um mano-a-mano entre as duas equipes na última etapa, já que o #55 da Spirit of Race, que poderia reunir chances matemáticas, não completou a corrida e estacionou em 77 pontos na tabela. A boa nova foi o primeiro pódio das “Iron Dames” na Ferrari #83, após uma luta renhida com o Porsche #93 pole position, do trio Richard Lietz/Michael Fassbender/Felipe Fernandez Laser.

Sobre o Autor

Rodrigo Mattar

3 Comentários

  • que bom saber das vitórias do kubica, ele merece cada uma delas…

    mattar, queria dar os parabéns a vocês pela transmissão de ontem, foi ao mesmo tempo divertida e técnica, com as informações misturadas com as brincadeiras com cultura pop…

    a indy esse ano está muito boa de acompanhar, tanto pelo campeonato em si quanto pelas transmissões…

Por Rodrigo Mattar

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Rodrigo Mattar, carioca de 49 anos. Apaixonado por automobilismo desde os nove, é jornalista especializado em esportes a motor desde 1998. Estagiou no Jornal do Brasil e numa assessoria de comunicação antes de ingressar na Rede Globo. Em 2003, foi para o SporTV, onde foi editor dos hoje extintos programas Grid Motor e Linha de Chegada. No mesmo ano, iniciou sua trajetória como comentarista, estreando numa transmissão de uma corrida de Stock Car, realizada no saudoso Autódromo de Jacarepaguá. Há sete anos, está no Fox Sports, atuando como editor responsável do programa Fox Nitro e comentarista de diversas categorias, entre as quais Rali Dakar, Nascar, MXGP, WTCC, WRC, FIA WEC, IMSA, Fórmula E, WTCR e Superbike Series Brasil. Conduz o blog A Mil Por Hora, agora no GRANDE PRÊMIO, desde 2008.

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