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11 de outubro de 2014 - 14:48GP2 Series

Sina

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Jolyon Palmer: o novo campeão da GP2 Series

RIO DE JANEIRO - Desde a criação da categoria em 2005, a GP2 Series nunca viu um piloto brasileiro campeão. Foram três “batidas na trave” entre 2006 e 2008, respectivamente com Nelsinho Piquet, Lucas Di Grassi e Bruno Senna, além de Luiz Razia em 2012. Agora, foi a vez do brasiliense Felipe Nasr deixar escapar a oportunidade de ganhar a categoria de acesso à Fórmula 1.

Aos 23 anos, o britânico Jolyon Palmer, filho do ex-piloto de Fórmula 1 Jonathan Palmer, é o novo campeão da GP2 Series. A trajetória do jovem é, no mínimo curiosa. Ele não é de nenhum programa de desenvolvimento de pilotos. Tampouco passou pelas principais categorias de base, posto que disputou dois certames hoje extintos: a Fórmula Palmer Audi (criada e gerenciada pelo próprio pai) e a Fórmula 2, da qual foi vice-campeão.

Em seu quarto ano de GP2, Jolyon chegou à Dams vindo de passagens por Arden, pela extinta iSport e pela Carlin. Na equipe chefiada por Jean-Paul Driot, mostrou amadurecimento e isto evidenciou-se nos números: numa temporada de, até aqui, 19 etapas disputadas de um total de 22, o piloto terminou TODAS nos pontos. Quando não podia e não tinha chance de ganhar, fazia o suficiente para chegar o mais perto possível de bons resultados. Sua pior performance foi um 8º lugar na prova #1 em Monza, que lhe rendeu dividendos: partindo da pole, ganhou a prova #2, que foi decisiva para as suas pretensões de antecipação do título, conquistado hoje com a quarta vitória do ano na pista russa de Sochi.

Com 258 pontos somados, Jolyon Palmer não pode mais ser alcançado por ninguém e Felipe Nasr, mesmo com quatro vitórias ao longo deste ano – as primeiras dele na categoria – vê agora o posto de vice-líder seriamente ameaçado pelo belga Stoffel Vandoorne, que ganhou três provas e está a 10 pontos do brasiliense. O piloto reserva da Williams poderá ser o quinto brasileiro vice-campeão da GP2, numa sina que parece não ter fim.

E por falar em sina, pode ser que a categoria tenha outro campeão impossibilitado de subir para a Fórmula 1 – pelo terceiro ano consecutivo. Os dois últimos que triunfaram, o italiano Davide Valsecchi e o suíço Fabio Leimer, só testaram carros a categoria. Correr, que é bom, nada: os lugares são escassos  e as equipes nanicas querem pilotos ou com dinheiro ou vinculados a grandes fabricantes como a Ferrari para colocar pilotos ligados à ela em times menores como um preparo para o futuro.

Voltando ao campeonato, que ainda tem três corridas por cumprir: se Nasr, em seu terceiro ano no certame, pode até perder esse vice, que tem tudo pra ser dele, André Negrão mostra progressos a bordo do carro da Arden. Pela quinta prova consecutiva, o piloto de Campinas chegou nos pontos. Na prova #1 de Sochi, completou em 6º lugar, resultado que lhe dá a terceira posição do grid da prova #2 do fim de semana. A pole será do dinamarquês Marco Sörensen, da MP Motorsport. Para André, o objetivo deste fim de ano é seguir marcando pontos e terminar confortavelmente entre os 15 primeiros colocados do campeonato – o que, considerando as enormes dificuldades iniciais, é um tremendo lucro.

4 comentários

  1. Alvaro Ferreira disse:

    A DAMS, talvez a equipe mais forte da GP2 hoje em dia, tradicionalmente se dedica só a um piloto, o que maximiza suas chances. O segundo piloto deles, como foi o caso do Nasr em 2012, fica com as sobras e pouca atenção. Já a Carlin e outras dividem mais seus esforços, o que esportivamente é mais legal, mas em termos de resultados vem se revelando uma estratégia pior.
    Mas isso não diminui o mérito do campeonato do Palmer, soube ser regular, cerebral e atacar só nas horas boas. O Nasr é muito rápido, mas foi irregular tanto em corrida como em classificação, variou demais, teve que largar várias vezes do meio do pelotão e acabou se vendo envolvido em confusões.

  2. Zé Maria disse:

    Em resumo ao que o Alvaro Ferreira disse:
    Esse Nasr “é só mais um” não passa de figurante de luxo, cumprindo seu papel de “bom moço”, régiamente bancado pelo BB e pela BR. . .
    Falta “aquela diferença”, que por exemplo o Kvyat e o Verstappen têm de sobra!!
    Não passa de apenas mais um Looser “fabricado pela mídia brasilis”..

  3. Fernando Kesnault disse:

    O Nasr como disse os colegas acima (ou abaixo), é apenas mais um brasileiro de nivel bom que está por aí….bancado por empresas fortes e tio com otimos poderes….ser campeão da f-3 britanica atualmente nao é merito para mais ninguém…..será mais um figurante e nunca vi nada de excepcional nele….aliás, mais um Felipe…..

    • Fernando Kesnault disse:

      aliás…não é sina…é competencia mesmo….falta muito nos “loosers” brasileiros mitificados pela mídia brasileira…exemplo claro disso é o campeão dos campeões dos loosers brasileiros…Barrichello chorão.

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