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20 de outubro de 2016 - 18:51Fórmula 1, Memorabilia

Senna, 25

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RIO DE JANEIRO - O dia 20 de outubro de 1991 está marcado para sempre na memória do torcedor brasileiro e do fã de automobilismo. Era madrugada de domingo aqui no Brasil quando Ayrton Senna conquistou o tricampeonato mundial de Fórmula 1. Faz exatos 25 anos que isso aconteceu. E parece pouco provável que vejamos um piloto do país conquistar um título, repetindo os feitos de Emerson, Piquet e Senna.

Até aquele ano, fomos a pátria sobre rodas. Tempos felizes. A Globo adorava: as audiências das corridas eram ótimas. E vamos e venhamos, a categoria estava melhor – não só para o público daqui como também para quem de fato gosta do esporte.

A temporada de 1991 foi resolvida em dois momentos: no início, quando Senna conseguiu uma espantosa sequência de quatro vitórias e a Williams, tida e havida como a principal rival da McLaren de Ayrton desde o início, não tinha a confiabilidade suficiente em seu carro para proporcionar a Nigel Mansell a chance de brigar de fato com o adversário.

Depois houve o momento em que os britãnicos, com Adrian Newey à frente do projeto, acertaram a mão, numa prévia do que aconteceria no ano seguinte e também em 1993. Tanto que a equipe de Grove venceu quatro provas seguidas – uma com Riccardo Patrese e três com o Leão. Havia também, além de uma superioridade latente do FW14, uma queda brusca de performance do MP4/6 da McLaren, um carro meio abrutalhado, com um motor Honda V12 muito potente e, à mesma medida, muito pesado. O chassi desenhado por Neil Oatley estava longe de ser bom.

Mas havia um enorme talento a bordo do carro #1 e as vitórias enfáticas na Hungria e na Bélgica puseram o campeonato de Ayrton nos eixos. Mansell venceu de forma brilhante no GP da Itália, mas em Portugal (sempre lá…) o britânico foi vítima de um erro - aliás, dois, da equipe, que não apertou direito uma roda que ficou solta após um pit stop e depois trouxe o carro de volta para recolocar a roda. Como a ajuda externa não é permitida, Mansell foi desclassificado.

Meio no desespero, Nigel venceu na estreia do circuito da Catalunha como sede do GP da Espanha, após uma disputa lado a lado com Ayrton. A descida da reta com os carros soltando faíscas é um dos maiores momentos da história da Fórmula 1.

E teve Suzuka. Mansell passando reto, dando adeus ao título na 10ª volta. Teve o “Eu sabia!” do Galvão Bueno quando o brasileiro, já campeão, estendeu tapete e permitiu a vitória de Gerhard Berger naquela corrida.

Ainda houve a corrida de 14 voltas na Austrália – que Senna também venceu. E o resto, meus amigos, é história.

Quem viu, viu.

7 comentários

  1. Leonardo Silva Conrado disse:

    Que saudades, infelizmente, momentos como estes, para o automobilismo brasileiro, só acontecerão por um milagre, pelo estado que se encontra o automobilismo aqui no Brasil. Espero que o futuro novo presidente da CBA, tente melhorar o nosso automobilismo.

  2. Vinicius disse:

    A Williams e Nigel Mansell só abrilhantaram ainda mais o Tri do Senna!! Só um detalhe Rodrigo, O Leão foi desclassificado no Estoril porque a equipe colocou a roda que faltava na pista de rolamento dos boxes, quando o correto era os mecânicos levá-lo ao ponto de parada da equipe e fazer o serviço lá, e também sem ele dar marcha ré, como ele fez em 90, senão seria desclassificado também hehe. Abraço!

    • Rodrigo Vilela disse:

      1990 ou 1989? Porque em 1990 ele venceu a prova e meteu a zoeira na cara do Prost!!

      Acho que foi em 1989, que ele foi desclassificado e mesmo assim tirou o Senna da prova!!

      • Vinicius disse:

        Isso mesmo Rodrigo!! Foi em 89!! Interessante é que as duas c@ag@ad@s foram na mesma pista hehe! Eu confundi pelo fato do Leão estar na Ferrari, mas ele ficou dois anos lá (89 e 90)!! Abraço

    • Vinicius Vergueiro disse:

      Exatamente.

      E na desclassificação de 89,Mansell alegara que não tinha visto a bandeira preta mostrada pra ele(mesmo com o diretor de prova quase que jogando a bandeira na cara do Leão)…

  3. Pedro Simões disse:

    Uma pena não termos mais pilotos de ponta. Lembrar de Senna e Fittipaldi é o que nos resta

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