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3 de novembro de 2016 - 10:52Fórmula 1

O piloto de US$ 80 milhões

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Nova dupla na Williams: aos 18 anos, o canadense Lance Stroll é todo sorrisos ao ser anunciado oficialmente para a temporada 2017 ao lado de Valtteri Bottas (Foto: Sky Sports/Reprodução)

RIO DE JANEIRO - Muitos jovens são presenteados quando atingem a maioridade. Aos 18 anos, uns ganham viagens. Outros, aparelhos de som (foi o meu caso). E os de melhor situação, carros.

Mas um carro de Fórmula 1, aos 18 anos, não é qualquer um que ganha.

Pois o canadense Lance Stroll, que atingiu esta idade no último dia 29 de outubro, foi “premiado” hoje – como já era previsto – com o anúncio oficial de sua passagem para a categoria máxima do automobilismo, a bordo da Williams.

Recém-consagrado Campeão Europeu de Fórmula 3 pela equipe Prema, Stroll é o primeiro de seu país a chegar na turma de cima desde 2006, quando Jacques Villeneuve deixou a competição. E além da nacionalidade, Lance tem em comum com o filho do lendário Gilles Villeneuve o fato de estrear pela mesma equipe. Mas há um fator decisivo que os diferencia: grana. Seu pai, Lawrence Stroll, está entre os homens mais ricos do planeta, com uma fortuna estimada em R$ 7,7 bilhões.

Essa é a vantagem de ter um “paitrocínio” dos grandes, pois Stroll chega à equipe levando um substancial aporte financeiro. Uns falam em US$ 70 milhões. Outros em US$ 80 milhões. Seja como for, é muito dinheiro. Salva a pátria de qualquer equipe à beira do colapso.

Entretanto, embora Stroll tenha currículo (foi campeão em quase tudo que disputou até hoje), juventude e dinheiro, sua contratação e a renovação de Valtteri Bottas, confirmado para a quinta temporada pela equipe de Grove, mostra a pouca ambição da Williams – ou então um desinteresse da Mercedes, fornecedora de motores para o time de Sir Frank Williams e sua filha Claire.

A marca germânica tem preferido alocar pilotos de seu programa de jovens talentos em outras equipes – Pascal Wehrlein e Esteban Ocon, por exemplo, hoje estão na pequena Manor. Mas a imprensa internacional bota lenha na fogueira e coloca os dois na linha de sucessão de Nico Hülkenberg na Force India. Ocon, hoje, teria vantagem. Mas a luta por esse cockpit, um dos mais cobiçados para 2017, é das mais acirradas.

Mas vamos dar tempo ao tempo: Stroll tira partido do “efeito Max Verstappen”, chega absolutamente imberbe à F1 em termos de aparência, mas já tem uma boa estrada. E muitos colegas do exterior acreditam que ele é digno de receber uma chance como esta que surgiu, para substituir Felipe Massa.

Resta saber se, com poucos testes de pista na pré-temporada, algo hoje corriqueiro na categoria, Stroll conseguirá se adaptar rápido aos novos carros, com pneus mais largos e aerodinâmica totalmente diferente dos bólidos que seguem as regras implantadas em 2009 e que vigoram até o fim desta temporada.

9 comentários

  1. Marchi disse:

    Esperamos que não seja só mais um riquinho. Apesar de mostrar certa habilidade, foi calçado em dinheiro para ter bons resultados.

  2. Zé Maria disse:

    Sinceramente?
    Mais um “água de salsicha”!
    Ganhou o Europeu de F3?
    E daí, campeonato fraquinho, papis comprou a melhor equipe só para o Junior fazer o básico, isto é, chegar na frente (com o melhor equipamento, até a velhinha de Taubaté. . .).
    Tá todo mundo achando que vai ser mais um Max Verstappen, #sqn!
    E como o Rodrigo muito bem pontua, denota mais uma vez o pensamento pequeno e a falta de ambição da Williams.

  3. caio murilo disse:

    hoje ja seria difícil um iniciante estrear, imagina o ano que vem com tantas mudanças, acredito que terá um primeiro ano abaixo do esperado e se meterá em confusão,o pai sempre comprou tudo,daí fica a dúvida quanto ao seu talento,,willians deverá ter dificuldades nos construtores,acredito que ficará atras tbm de maclarem e renault,mas foi tudo muito bem pensado,mesmo ficando em sexto ou sétimo será lucrativo.

  4. Leandro disse:

    Já vi esse filme, parece com a do Pedro Piquet., em maiore$$$ proporções. Será que o resultado vai ser igual. Atuação medíocre quando o pai parou de bancar o melhor equipamento.

  5. hodari disse:

    Posso estar errado mas acho que ele tem tudo para se dar mal. Fala-se que o spec 2017 da F1 será de 4 a 5 segundos mais rápido que o spec atual, uma diferença gigantesca, em comparação com a F3 então nem se fala. Isso em um certame praticamente sem testes…

  6. Jorge Barros disse:

    aí o cara tem um pai que pode comprar toda a F1 nem da graça.. só esta ali atrapalhando, ocupando uma vaga que poderia ser de um cara menos afortunado e com mais potencial talvez.

  7. Felipe disse:

    Alguém aí reparou que Bottas deixou a folha canadense ao contrário? Acho que o Stroll não vai ter vida facil na equipe se depender de Bottas…

    • Leandro disse:

      Acho que foi coincidência. Como ele não ė canadense, nen prestou atenção. Mas concordo com você, ele não vai ter vida fácil em 2017, por tudo.

  8. Leandro disse:

    Desculpe o erro de digitação “nem prestou atenção “

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