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9 de março de 2017 - 01:06IMSA Weather Tech SportsCar Championship

“Caddies” sofrem restrições para as 12h de Sebring

BCPix.com

Nenhuma surpresa: dominantes em Daytona e no teste em Sebring há alguns dias, os Cadillac DPi-V.R como este da equipe Mustang Sampling/Action Express, sofrerão restrições de acordo com o boletim técnico da IMSA, para equiparar o desempenho do carro com os demais Protótipos (Foto: Brian Cleary/BCPix.com)

RIO DE JANEIRO - Era de se esperar: o domínio dos Cadillac DPi-V.R nas 24h de Daytona e posteriormente nos testes realizados em Sebring no fim do mês passado chamaria a atenção do board da IMSA (International Motor Sports Association). Como sóí, foi anunciado nesta quarta-feira no boletim técnico da entidade um Balanço de Performance (BoP) que restringe o protótipo estadunidense para a 2ª etapa do campeonato.

Os três carros das equipes Action Express e Wayne Taylor Racing, todos construídos na plataforma Dallara LMP2, sofrerão acréscimo de 20 kg – o peso mínimo de 930 kg dos DPi e LMP2, obrigatório pelo regulamento, sobe para 950 kg. O restritor de ar, com 33.1 mm originais, será estrangulado em mais 0.6 mm para esta corrida – já havia sofrido uma mudança de 1.5 mm após Daytona.

De acordo com a tabela da IMSA, todos os protótipos DPi vão usar o pacote aerodinâmico Sprint, com as asas dotadas de menor angulação – 17º para os Cadillac e 2º para os Mazda, por exemplo. A capacidade dos tanques de combustível será a seguinte: Cadillac (68 litros), Mazda (77 litros), Nissan (80 litros), Riley MK30, Oreca 07 e Ligier JS P217 (75 litros).

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Mais “petróleo” para o novo Porsche 911 GTE de acordo com o BoP da IMSA (Foto: Brian Cleary/BCPix.com)

Na classe GTLM, mudanças apenas no reservatório de combustível de dois carros: a BMW M6 GTLM terá 105 litros de “petróleo”, quatro a mais que o ajustado pela IMSA pré-testes. A nova versão do Porsche 911 GTE vai com 99 litros de capacidade. Os restritores de combustível também sofrem alterações: Ferrari 488 GTE com 28 mm e Porsche 911 GTE com 35 mm na 2ª etapa do campeonato.

Não haverá mudanças de peso mínimo com acréscimo ou decréscimo de qualquer competidor. A tabela mostra 1220 kg para as Bimmers, 1240 kg para Corvette e Porsche, 1250 kg para a Ferrari e 1265 kg para o Ford GT.

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Na GTD, acréscimo de 5 kg para os Audi R8 LMS como este da Alex Job Racing (Foto: Brian Cleary/BCPix.com)

A divisão GTD é que tem mais modificações no BoP em relação a qualquer outra. Começando pelo peso mínimo de alguns carros: o Acura NSX GT3 vai com 20 kg extras (peso mínimo de 1300 kg). Os Audi R8 LMS terão acréscimo de 5 kg ao peso mímimo de 1320 kg e as Mercedes-AMG GT3 vão para esta prova com 20 kg adicionais, aumentando o peso mínimo do carro da estrela de três pontas para 1360 kg.

A despeito do aumento de peso, as “Merças” terão a única modificação nos restritores de ar do motor, que passam a ter 37.5 mm contra os 36 mm com que correram em Daytona e testaram em fevereiro na pista das 12h de Sebring. Há também uma mudança no “Boost Ratio” dos Acura, na faixa de rotação útil entre 2.000 e 6.500 rpm, para melhorar o torque do bólido, enquanto os outros modelos com motor turbo – BMW M6 GT3 e Ferrari 488 GT3 não sofrerão nenhum tipo de alteração neste sentido.

E o reservatório de combustível de diversos carros apresenta mudanças: os Acura ganharam mais 1 litro no reservatório de combustível, que sobe portanto para 108 litros. Os Lexus LC-F perdem 1 litro – caem de 93 para 92. Os Mercedes-AMG GT3 têm 104 litros originalmente e ganharão mais dois, subindo para 106. Por fim, os Porsche 911 GT3-R terão 93 litros contra os 91 que apresentavam antes dos treinos coletivos realizados na Flórida em fevereiro.

2 comentários

  1. luigi disse:

    Ao invés de fazerem os concorrentes melhorarem ,eles preferem prejudicar o que fez um trabalho melhor , e depois perguntam porque a indústria automobilística americana que já foi a mais importante do mundo esta decadente e em crise , vendendo suas fabricas para ,italianos ,alemães , e orientais. Esta lógica de piorar o bom é ,na minha opinião , a coisa mais idiota que possa acontecer e vai contra tudo que significava o automobilismo idealizado pelos seus criadores . Engraçado ; não tem esporte que virou show midiático ,que não tenha piorado, ou de resultados previamente definidos ou pelo menos ,induzidos.
    Ha algumas décadas ,teve carros fantásticos que levaram piloto bons ao estrelato e em outros casos pilotos espetaculares que com carros razoáveis chegaram ao estrelato ,justamente por isso, quando o automobilismo era esporte ,assistido só por quem era apaixonado por ele ,estes tinham o conhecimento suficiente para discernir ,quando um era melhor que outro ,ou quando eram equivalentes.
    Depois quando algumas equipes ou fabricantes se retiram ,ficam falando um monte de coisas , mas esquecem que para uma equipe/fabricante chegar a um nível muito alto ,ela investiu em pessoal competente, infraestrutura , novas tecnologias (que custa muito caro para desenvolver), um projetista brilhante (que não é barato) e pilotos que saibam explorar o que o carro permite. Eu sê fosse chefe de uma equipe vencedora ,não gostaria de ver meu carro PIORADO por um bando de BABACAS ,para que incompetentes possam ter a possibilidade de vence-lo. Quando quiser ver corrida de “tudo igual” vou ver corridas de cavalos, charretes,bigas,etc… Já imaginou se esse pessoal ditassem normas para os atletas de 100 metros rasos, iriam propor ,encurtar a perna do Usain Bolt e colocar mais uns 20 Kg de peso extra para que os outros concorrentes ,tenham a condição de vence-lo ,se não fazem isto no atletismo e milhões de pessoas assistem suas provas ,já sabendo que outro ganhará só por algum fato fora da curva, ou surja um tão bem preparado quanto ele, porque no automobilismo tem que piorar o carro que vence ao invés de fazer os vencidos melhorarem seus carros (automobilismo não é e nem nunca foi um esporte barato ,isto é fato,tanto é que os carros que correm normalmente não são os “populares”) Depois queixam-se da perda de audiência , de expectadores nos autódromos. Ninguém vai a um autódromo para ver Sauber , ou Force India (eu me recuso a acreditar que um destes “tifosi de Hamilton” ache que se ele estivesse dentro de uma Sauber ,ele seria campeão do mesmo jeito,só por ser o Hamilton) , vão para ver Mercedes ,Ferrari e a intrusa embora muito competente (não é do ramo) RedBull. Pode ser que para as novas gerações este seja o automobilismo que aprenderam a gostar , mas eu que sou das antigas e formado mais no Hill Climb do que em autódromos ,sou do tempo em que macchinas eram veneradas mais do que os pilotos ,mas nem por isso deixamos de ter nossos ídolos ,o ultimo piloto que tive respeito e admiração foi Stefan Bellof que infelizmente foi morto por uma manobra criminosa de um belga imbecil .
    Eu me sinto um afortunado por ter vivido a fase áurea do automobilismo, ter vivido o sport protótipo ,em toda sua grandiosidade. hoje este automobilismo asséptico, sem, riscos ,sem desafios. Para mim é sem graça ,fico imaginando meus tios que viveram Mille Miglia ,Targa Flório o que pensariam deste automobilismo onde carro não escorrega nas quatro e quando sai de traseira vai para o muro,onde freio dificilmente falha,e trem de força ,praticamente não quebra, e quando bate , o piloto sai tirando a sujeira que possa ter ficado no macacão. (em muitas coisas melhorou , mas que ficou sem graça ,ficou!)

    • Rodrigo Mattar disse:

      As fábricas ACEITAM que exista a tabela de equalização. Sei que ninguém é obrigado a aceitar que o Cadillac DPi-V.R tenha 20 kg a mais, mas é a regra do jogo. Se você viu as 24h de Daytona, percebeu a diferença gritante de desempenho entre os dois carros.

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