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17 de outubro de 2018 - 15:46Rali

Perde e ganha

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Na resenha com Dani Sordo quando ainda defendia a Citroën: Kris Meeke é uma aposta de risco para a Toyota, enquanto Esapekka Lappi assume o posto de companheiro de equipe de Sébastien Ogier em 2019

RIO DE JANEIRO - Mudanças importantes no cenário do Mundial de Rali para a temporada 2019. A Toyota, numa decisão tão controvertida quanto arriscada, mostra a porta da rua a Esapekka Lappi, a despeito das boas atuações do piloto finlandês nos dois últimos campeonatos do WRC.

Para trazer Kris Meeke, que deixou a Citroën demitido no meio deste campeonato, com o rabo entre as pernas, marcado por acidentes evitáveis.

Aos 39 anos (e sem Paul Nagle, a propósito), o britânico entra numa equipe ascendente na modalidade após a adoção do novo regulamento. Já no segundo ano, a Toyota está em pé de igualdade com a Hyundai e até melhor servida tecnicamente que a Ford. O time tem no chefão Tommi Makkinen um pilar importantíssimo e, não custa nada lembrar, Ott Tänak vive o melhor momento da carreira. Pode até não se consagrar campeão. Mas 2018 é o grande ano do estoniano no WRC.

Esse é o perigo para Meeke e para quem assumir o papel de navegador dele a partir da pré-temporada. Entrar numa equipe em que tanto Tanak quanto Jari-Matti Latvala já estão estabelecidos. A pressão para andar no mesmo nível dos companheiros de equipe será imensa e, das duas uma: ou ele fracassa e corre o risco de ser mandado embora da segunda equipe em curto espaço de tempo, ou comprova que realmente a Toyota tem um dos melhores equipamentos da categoria hoje – senão o melhor.

Se num primeiro momento a Toyota perde, a Citroën ganha. Além de trazer Sébastien Ogier e o copiloto Julien Ingrassia para liderar a transformação da marca cujo programa é dirigido por Pierre Budar, Lappi não ficou muito tempo desempregado. Nem ele e nem Janne Ferm: os dois estão garantidos no construtor francês para 2019.

Assim, a situação para Mads Østberg e Craig Breen não é das mais claras – mas a Citroën acena com a possibilidade de ofertar ao britânico a chance de fazer uma temporada mais ou menos completa. E não nos esqueçamos de Sébastien Loeb e do abonado Xeque Khalid Al Qassimi.

A Ford, por seu turno, só retém Teemu Sunninen e o programa pode ser reduzido a dois carros full season. Elfyn Evans é outro que pode dar adeus a seu posto. A Hyundai não confirmou nada ainda, mas parece que Dani Sordo e Hayden Paddon seguirão se revezando no terceiro carro do construtor sul-coreano.

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