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29 de março de 2014 - 17:28Fórmula 1, Memorabilia

Saudade…

10153201_453924314738409_2131092299_nRIO DE JANEIRO – Dia 29 de março de 1981. Eu estava lá, há 33 anos, assistindo o GP do Brasil de Fórmula 1 na volta da categoria ao Rio de Janeiro. Chovia adoidado e eu, como 90% dos torcedores, estava ensopado até a alma na corrida em que todo mundo esperava uma vitória do Nelson Piquet – que não veio. Deu Carlos Reutemann na cabeça, com a Williams FW07C Cosworth.

Mas a saudade, mesmo, bateu duplamente: do Autódromo de Jacarepaguá e desse cara que desfilava arrojo, loucura e muita velocidade. Gilles Villeneuve, a lenda do #27 a bordo de sua Ferrari 126 CK, bico já quebrado por alguma barbaridade cometida no início do GP do Brasil.

Esse canadense era demais! Chorei muito quando ele morreu no ano seguinte. E em 1982, um ano depois dessa chuva, ele protagonizou uma disputa épica pela liderança com Keke Rosberg e Nelson Piquet, até rodar e bater.

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4 comentários

  1. Antonio Seabra disse:

    Pra mim a maior habilidade natural que já sentou a bunda num F1.
    No inicio de 82 eu fui assitir um teste de pneus em Jacarepaguá, onde muito poucos carros treinaram. Foi o dia inteiro sentado numa arquibancada vazia, com meia duzia de gatos pingados, todos fanaticos, sem agua, sem refrigerante, sem comida, para assitir poucas voltas do Gilles com a 126C2. No final do dia, já com o sol caindo no horizonte (horario de verão, ainda tinha bastante luz), o Gilles saiu e deu cerca de 5-6 voltas fortes: um dos maiores shows de pilotagem que eu já assiti, ao vivo. Freando pra lá do Deus me livre, fazendo a Sul penduradissimo, e depois saindo de lado na Norte, desde a “descida” do Releve, pra entrar perfeitamente alinhado no retão. Foi o que dava pra ver, mas valeu o dia interio plantado naquela arquibancada, sem comer e bebendo uma agua quente e podre da torneira do único banheiro que funcionava. Mas, ver o pequeno canadense guiando rapido, naquelas 6 voltas – nem sei se foram 6 mesmo – , valeu todo o sacrifício.

  2. E essa vitória custou caro ao Reutemann no restante do ano,pois era pra ele ter entregue a vitória a Alan Jones,seu companheiro na Williams e Lole desobedeceu,e a Williams e Jones retaliaram depois e o resto todo mundo já sabe…

  3. Renato de Mello Machado disse:

    O quê eu gosto,de quando alguém elogia o Gilles,é saber quê nessa mesma época o Piquet já estava na pista para ser um dos maiores da F1. Com muito mais classe.

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