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20 de outubro de 2014 - 15:18Automobilismo Internacional, Outros

Liberdade, ainda que tardia

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RIO DE JANEIRO – O homem que aparece nesta foto na areia de uma praia, pés descalços dos sapatos, calça levantada até os joelhos, está livre após 26 anos de prisão. Este homem é Randy Lanier, antigo piloto de Fórmula Indy (Rookie das 500 Milhas de 1986, inclusive) e que se envolveu com um esquema de tráfico de drogas que financiava sua carreira no automobilismo.

Quem descreve isso melhor do que eu é o blog Bandeira Verde, que neste post de 11 de outubro de 2013 contou tudo sobre a obscura trajetória de Lanier, que teve fim tão rapidamente quanto começou. Hoje com 60 anos de idade, Randy Lanier foi libertado no último dia 15.

Ele fora condenado à prisão perpétua pela justiça estadunidense por seu envolvimento comprovado com os barões do tráfico. Inclusive, na época em que apareceu nas pistas, a IMSA, categoria em que Lanier competiu, tinha o jocoso apelido de “International Marijuana Smugglers Association”, ou seja: Associação Internacional de Contrabandistas de Maconha”. Havia uma petição pública clamando pela liberdade a Randy Lanier e o Tribunal Distrital do Sul de Illinois, através do juiz J. Phil Gilbert, enviou uma ordem de soltura.

Agora, Randy poderá ter uma vida mais ou menos normal, dentro do que se pode considerar normal um sujeito ter que se submeter à liberdade condicional: terá que sofrer 52 testes anuais antidrogas e passar os próximos meses num centro de reentrada residencial em Miami, na Flórida. Enquanto isso, Lanier trabalhará nesta mesma cidade, num museu de automóveis.

 

3 comentários

  1. Vitão disse:

    Mais ou menos a mesma história do John Paul jr, que construí um Porsche 935 semi-monocoque que andava um absurdo, ( tem uma reportagem na Car&Driver americana, onde ele faz campanah para arrecadar fundos para ajudar pacientes da esclerose múltipla) e a serviu de inspiração para o personagem do Tom Cruise em Days of Thunder . E li na última Motorsport que o Keny Brack também teve problema com o álcool . Parece que o automobilismo cobra um preço alto , seja financeiro, seja emocional . Nem todos estão prontos para suportar a pressão e cedem ao caminho mais fácil.

  2. Jeremias Campos de Maio disse:

    História parecida também com a dos representantes da família Zwolsman.

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