Direto do túnel do tempo (271)

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RIO DE JANEIRO – Dos arquivos do chamado MIAU (Museu da Imprensa Automotiva) e tirada do Facebook, aí está o Voyage campeão em 1984 nos bons tempos do Brasileiro de Marcas e Pilotos. O carro #70 em questão, patrocinado pela Vodka Kovak e pela concessionária Bittig, hoje extinta, foi guiado pelo carioca Jayme Figueiredo e pelo paulista Xandy Negrão – a bordo no instantâneo registrado, se não me engano, em Goiânia.

Aquela temporada foi sensacional. Os grids eram lotados – mais de 60 carros – em cada prova, corridas tradicionais como as 12h de Goiânia, 1000 km de Brasília, 6h de Interlagos, 1000 km de Jacarepaguá, 12h de Tarumã eram realizadas. Pena que o regulamento, sempre alvo de controvérsia, desagradava todo mundo. Os carros eram o Voyage, o Chevette, o Fiat Oggi e o Ford Escort. Nesse ano, inclusive, voltou às pistas o time de Luiz Antônio Greco, o inesquecível “Trovão”. E até Wilsinho e Emerson Fittipaldi, antes deste ir para os EUA e se consagrar na Fórmula Indy, correram de Fiat.

Saudades de um campeonato que valorizava genuinamente os carros nacionais…

Há 31 anos, direto do túnel do tempo.

 

Sobre o Autor

Rodrigo Mattar

5 Comentários

  • Uma das equipes com o apoio oficial da VW, tinha um carro irmão com o nº25 para a dupla Toninho da Matta/Luís Paternostro.
    Foi uma temporada muito legal, muitos carros e muita disputa, boa divulgação e bom público.
    Em 85 a CBA mudou o regulamento dos motores para 1,3L e a coisa começou a desandar…

  • regulamento causava problemas pq carros feitos pra rua, dificilmente permitem uma paridade de desempenho. Mas o campeonato era muito legal. Uma pergunta: teria sido nessa corrida que aconteceu a história do sabão em pó na caixa d’água do hotel? rsrsrsrs Tenho quase certeza que foi em goiânia, mas o ano não lembro.

  • Lembro bem desses tempos (estou com 63 anos),quase todo fim de semana ia a Interlagos, tinha os campeonatos de arrancada, ainda existem hoje ? E tinha também uma categoria chamada de força livre, levava o isopor com os comes e bebes e passava o dia por lá, algumas vezes levei os meus filhos junto, outras, ia com um sobrinho e sua trupe, todos fanáticos, lembro que fomos a umas 3 ou 4 edições das Mil Milhas, desculpe, mas de repente deu uma saudade desses tempos, lendo a sua matéria e vendo a foto do Voyage.

  • Este campeonato de 1984 foi muito bacana, eu procurava sempre anotar os resultados das provas (quando conseguia, parte da imprensa esportiva que acompanha automobilismo e motociclismo sempre foi fraquinha), não sei onde estão estes papéis.
    Lembro que a Manchete mostrava compactos das corridas.
    Pena que as duas primeiras etapas (Interlagos e Brasília) foram um pouco tumultuadas.
    A história do leite em pó eu conheci através de Marcus Zamponi.

Por Rodrigo Mattar

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Perfil

Rodrigo Mattar, carioca de 49 anos. Apaixonado por automobilismo desde os nove, é jornalista especializado em esportes a motor desde 1998. Estagiou no Jornal do Brasil e numa assessoria de comunicação antes de ingressar na Rede Globo. Em 2003, foi para o SporTV, onde foi editor dos hoje extintos programas Grid Motor e Linha de Chegada. No mesmo ano, iniciou sua trajetória como comentarista, estreando numa transmissão de uma corrida de Stock Car, realizada no saudoso Autódromo de Jacarepaguá. Há sete anos, está no Fox Sports, atuando como editor responsável do programa Fox Nitro e comentarista de diversas categorias, entre as quais Rali Dakar, Nascar, MXGP, WTCC, WRC, FIA WEC, IMSA, Fórmula E, WTCR e Superbike Series Brasil. Conduz o blog A Mil Por Hora, agora no GRANDE PRÊMIO, desde 2008.

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