Que coisa linda!

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RIO DE JANEIRO – A história da McLaren na Fórmula 1 começou exatamente no local sede da próxima etapa do Mundial de 2021: as ruas de Monte-Carlo. Há quase 55 anos – que serão completados no dia 22, na véspera da corrida, a equipe fundada por Bruce McLaren (1937-1970) estreava em Mônaco com o modelo M2B de motor Ford – que não era o Cosworth, é bom que se diga. Foi o primeiro de 64 projetos da equipe britânica.

Robin Herd, depois fundador da March, foi o desenhista daquele primeiro modelo e inovou na concepção do chassis. Além do uso do duralumínio, Robin apostou no uso do Mallite, um material compósito laminado para reforçar a estrutura. A aposta foi tão inovadora quanto problemática: a equipe só fez quatro provas em seu ano de estreia e só deslancharia mesmo a partir de 1968.

Após quase 900 GPs disputados na história – o próximo será o de número #885 – a McLaren celebrará no próximo fim de semana sua parceria que começou ano passado com um patrocinador que é um ícone do esporte a motor: a petroleira Gulf.

O clássico visual em laranja e azul-claro foi mais visto em corridas de Endurance – principalmente em Le Mans – do que na própria Fórmula 1. Esteve presente na lenda Ford GT40, nos Porsches 908 e 917 da John Wyer, no modelo Gulf-Mirage campeão em La Sarthe no ano de 1975 e pelas décadas de 2000 e 2010, nos protótipos e GTs da Aston Martin Racing – e também num Porsche 911 RSR. Sem esquecer o patrocínio em provas da série Can-Am, com a própria McLaren, no início dos anos 1970.

Na categoria máxima, somente em 1976 a Gulf esteve como patrocinadora, num velho Tyrrell 007 alinhado para o italiano Alessandro Pesenti-Rossi pela Scuderia Gulf Rondini, com o qual o piloto disputou três GPs naquele ano.

Ontem, num fim de semana vazio de Fórmula 1, a McLaren estrondou nas redes sociais. E fez o anúncio de uma pintura especial Gulf no seu MCL35M com o qual Lando Norris e Daniel Ricciardo vão disputar o GP de Mônaco.

Candidato ao visual mais bonito do automobilismo em 2021. Não acham?

A miniatura? Já quero! Aliás, podem me presentear com uma: quarta-feira é meu 50º aniversário…

Sobre o Autor

Rodrigo Mattar

5 Comentários

    • Permita me discordar: na minha opinião a Marlboro é mais icônica!
      A mais bonita: Martini. A bebida é terrível, mas o esquema de cores é bom!

      • Então, a Marlboro tem uma “memória afetiva” forte, branco e vermelha que marca, mas não chega perto da GULF, a pintura chega a ser “simples”.

        A Martini concordo, muito linda também!!!

  • Lindíssima homenagem.
    Além de lembrarmos do famoso 917, inclusive guiado pela lenda Steve MacQueen no não menos lendário Le Mans, se não me engano de 1971.
    Em tempo, feliz aniversário, atrasado, e como diria Spock: Vida longa e próspera🖖

Por Rodrigo Mattar

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Perfil

Rodrigo Mattar, carioca de 49 anos. Apaixonado por automobilismo desde os nove, é jornalista especializado em esportes a motor desde 1998. Estagiou no Jornal do Brasil e numa assessoria de comunicação antes de ingressar na Rede Globo. Em 2003, foi para o SporTV, onde foi editor dos hoje extintos programas Grid Motor e Linha de Chegada. No mesmo ano, iniciou sua trajetória como comentarista, estreando numa transmissão de uma corrida de Stock Car, realizada no saudoso Autódromo de Jacarepaguá. Há sete anos, está no Fox Sports, atuando como editor responsável do programa Fox Nitro e comentarista de diversas categorias, entre as quais Rali Dakar, Nascar, MXGP, WTCC, WRC, FIA WEC, IMSA, Fórmula E, WTCR e Superbike Series Brasil. Conduz o blog A Mil Por Hora, agora no GRANDE PRÊMIO, desde 2008.

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