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22 de junho de 2017 - 17:50Túnel do Tempo

Direto do túnel do tempo (372)

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RIO DE JANEIRO  (Varandão da saudade…) - Tremendo contraste entre a modernidade e o passado na disputa da X Mil Milhas Brasileiras, em fins de 1970, no Autódromo de Interlagos. A prova organizada pelo Centauro Motor Clube trouxe – a exemplo da edição anterior realizada em 1967 – duplas vindas de fora, mais precisamente da Itália: Luciano Pasotto/Luigi Cabella num Fiat Abarth 2 litros; Carlo Facetti/Giovanni Alberti numa Alfa Romeo P33 3 litros e a maior atração da corrida – a Ferrari 512S de Corrado Manfredini/Gian Piero Moretti.

Era um carro idêntico ao que disputara o Mundial de Marcas naquele ano e que ficaria obsoleto com a mudança de regulamento a partir de 1972, quando a FIA relegou os Esporte-Protótipos de 5 litros a outras competições como a Intersérie, limitando a cilindrada dos motores até 3 litros. Essa Ferrari era disparada o carro mais bonito do grid, o protótipo mais rápido e foi também o primeiro carro a rodar oficialmente os 7,9 km do circuito paulistano em menos de três minutos. Infelizmente, seguidos problemas fizeram a Ferrari – única a ter identificação luminosa do número #17 à noite – se atrasar na disputa e perder imenso tempo nos boxes.

Por aqui, além dos bólidos mais modernos,  ainda corriam – vez ou outra – algumas das velhas Carreteras, herança do automobilismo argentino e dos primórdios das Mil Milhas. Eram carros com motores Corvette ou Ford V8 de grande potência montados em carrocerias de modelos que remetiam aos anos 1930/40. Como era o caso da Carretera Corvette, provavelmente a última a disputar a prova, de Antônio Versa/Alfredo Santilli, 23ª colocada no resultado final, aqui superada pela moderna e espetacular (até hoje) Ferrari de Moretti/Manfredini, que terminou em 20º lugar. Foto roubartilhada do Facebook do amigo Jovino Coelho.

Há 47 anos, direto do túnel do tempo.

 

6 comentários

  1. Antonio Seabra disse:

    Que foto espetacular !!! A Ferrari e a carreteira, juntas, na mesma pista.
    Esse segundo numero 17, na lateral mais perto da caixa da roda, era “iluminado”, ou acho eu, era fosforescente. Quando ela descia o retão via~se nitidamente o numeral do carro italiano. E que ronco tinha esse carro !!!! E como ela “engolia” o retão de Interlagos (que era de fato um retão), rapidamente. Nitidamente faltava pilotagem, mesmo a noite e ao longe – eu estava próximo a entrada do S, num barranco – dava pra perceber que a “mão de obra” não estava a altura do carro. Hoje chamaríamos Moretti e Manfredini de Gentleman Drivers. Tínhamos vindo do Rio para o Salão do Automovel, e na sequencia, fomos para Interlagos a tempo de assistir a largada, a meia noite. Bons Tempos. Passamos a noite naquele barranco, as vezes debaixo de uma chuvinha fina, mas ninguém arredou pè. Eu nem dormi, fiquei a noite toda de olhos pregados na corrida.
    Saudade de Interlagos com seu traçado completo, saudade daqueles tempos de automobilismo meio improvisado, tempo em que até aconteciam coisas ruins como a morte de um espectador que atravessou a pista e foi atropelado bem na nossa frente. Mas era um tempo mais gostoso, de pistas não-pasteurizadas, de curvas rápidas, onde sobressaiam os mais habilidosos e corajosos.
    Aquilo sim era pista !!!!

    • Rodrigo Mattar disse:

      Inclusive, se eu estiver errado, quem atropelou o espectador foi Piero Gancia.

      • Antonio Seabra disse:

        Rodrigo,

        Foi uma Alfa, e acho que era o PIero guiando na hora. Mas pelo que me lembro, primeiro uma Alfa pegou e em seguida outra Alfa passou por cima.
        è importante salientar que o cara foi atropelado porque estava atravessando a pista.
        Nessa prova deve-se destacar o show do Puma do Sergio Lousada e do Paulo Gomes, que andou muito e, se eu não estiver errado, chegou a liderar !
        Na época, da beira da pista, e especialmente numa prova longa, a gente perdia um pouco a noção das colocações na pista. Mas que o Puma tava dando show, não há a menor duvida.

  2. BAITA TEMPO !

    Sei que existe uma pendenga jurídica para organizar Mil Milhas, pois quem, detém o registro da marca não deixa usar o nome enquanto não pagarem e agradarem o Ego…

    Por outro lado, pergunto se não poderiam organizar o mesmo Evento com o nome 24 Horas de Interlagos, ou 12 Horas de Interlagos, ou que seja qual for o nome…

    Existe algum problema além do nome? Por acaso quem detém o nome das Mil Milhas também detém o direito de ser o organizador de provas por lá?

    Eu era piá quando fizeram a última. Lembro de passar reportagem no esporte Espetacular de um Maverickão amarelo com faixas pretas..

    Não se foi a mesma que iria andar o Audi TT do Negrão.

    faz tempo…

    Qual foi a última?

    • Robertom disse:

      2008, e foi um fiasco com pouquíssimos inscritos…
      O organizador quis elitizar a prova e não teva tanta “Elite” disposta a participar…
      A última que fui ver foi 2003, foi legal coom 2 Porsches e 1 Protótipo brigando pela vitória…

      • Rodrigo Mattar disse:

        Em 2007, teve aquela tentativa de Le Mans Series – que foi legal, mas muitos europeus boicotaram porque os campeonatos já estavam quase todos definidos.

        Aí quando a Peugeot disse que vinha, muitas equipes acabaram vindo. Acho que não fosse por ela, não teria havido aquela prova.

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