Com Daniel Serra no grid, Ferrari terá sete carros no WEC em 2021

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Aos 36 anos, piloto oficial Ferrari desde o ano passado, Daniel Serra fará a temporada completa do WEC junto a Miguel Molina na Ferrari #52

RIO DE JANEIRO – A Ferrari já tem praticamente todos os pilotos e todas as equipes confirmadas para representar o construtor italiano no Mundial de Endurance de 2021. A lista de entradas, que será oficialmente revelada quinta-feira, daqui a dois dias, às 12h21 na França (8h21 de Brasília), traz duas 488 GTE na LMGTE-PRO e cinco na LMGTE-AM.

No time oficial, a novidade é pela opção de Daniel Serra assumir o posto de titular junto ao espanhol Miguel Molina. Duas vezes vencedor das 24h de Le Mans em 2017 e 2019, além de tricampeão da Stock Car, o piloto brasileiro de 36 anos – faz 37 em março – seguirá ativo por aqui, defendendo a RC Eurofarma de Rosinei “Meinha” Campos.

“Meu objetivo sempre foi correr no WEC”, comentou Daniel. “E eu estou empolgado para a temporada 2021 começar. Conheço muito bem toda a equipe e meu companheiro. Acho que poderemos nos sair bem, juntos. Me preparei o melhor que pude e estou pronto para quando começar o campeonato”, disse Serra.

A equipe de Amato Ferrari também confirmou que o segundo carro troca o dorsal, saindo o #71 e vindo o #52. Na outra Ferrari, a mesma dupla do último campeonato: Alessandro Pier Guidi e James Calado. A equipe confirmará oportunamente os nomes para as trincas em Le Mans.

Davide Rigon, o antigo piloto titular da escuderia, será realocado para outras competições. Eventualmente tem chances de ser visto em La Sarthe. Mas para 2021, o italiano será piloto no Asian Le Mans Series e no GT World Challenge Endurance Cup, da SRO de Stéphane Ratel.

Na LMGTE-AM, a AF Corse terá uma força-tarefa de dois carros e mais um assistido pela equipe italiana para a Cetilar Racing, que deixa a LMP2 após duas temporadas. O gentleman driver Roberto Lacorte é o único piloto confirmado.

Alessio Rovera é a cara nova do carro assistido pela AF Corse para o cliente François Perrodo

François Perrodo, campeão de 2019/20 na divisão, segue para defender o título junto ao dinamarquês Nicklas Nielsen e ao rookie italiano Alessio Rovera, de 25 anos. No outro carro da equipe estarão Thomas Flöhr/Francesco Castellacci/Giancarlo Fisichella – nenhuma novidade portanto.

A boa notícia vem agora: a Iron Lynx sobe do ELMS para o FIA WEC e traz dois carros para o grid: o #60 será conduzido por três italianos – o piloto e cofundador Andrea Piccini terá a companhia de Matteo Cressoni e do gentleman driver Claudio Schiavoni.

‘Girl Power’: o trio Rahel Frey, Michelle Gatting e Manuela Göstner fará o WEC na totalidade em 2021

O mais legal é que o #85 terá as ‘Iron Dames’: o trio 100% feminino que foi muito bem no Europeu ano passado e terminou com louvor suas duas participações nas 24h de Le Mans estará no Mundial com as mesmas representantes – a suíça Rahel Frey (34), a italiana Manuela Göstner (36) e a dinamarquesa Michelle Gatting (27).

Sem contar as equipes cujos planos ainda não foram oficializados, nem seus pilotos, a lista de entradas do WEC para 2021 fica próxima de um total bastante razoável.

LMH com seis carros – dois Toyota GR010 Hybrid, dois Glickenhaus (assistidos pela Joest), um ByKolles e um protótipo Alpine LMP1.

LMP2 com nove carros (até agora) – dois da Jota Sport e um dos seguintes times: DragonSpeed, Inter Europol Competition, Realteam Racing, United Autosports, Racing Team Nederland, WRT e também da ARC Bratislava – solitária representante da Ligier em meio a um mar de Orecas. O proprietário Miro Konôpka confirmou que sua equipe estará na temporada 2021.

LMGTE-PRO com quatro carros somente – duas Ferrari via AF Corse e os dois Porsche oficiais de fábrica, com Neel Jani discutivelmente no lugar do campeão de 2018/19, Michael Christensen.

LMGTE-AM com nove carros (até agora) – dois das equipes AF Corse, Iron Lynx, Dempsey Racing-Proton e Team Project 1, mais a Cetilar Racing. Espera-se pelo menos três clientes da Aston Martin e mais um ou dois Porsches, o que poderá elevar o grid para até 33 ou 34 carros, se houver também um décimo LMP2.

Sobre o Autor

Rodrigo Mattar

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Rodrigo Mattar, carioca de 49 anos. Apaixonado por automobilismo desde os nove, é jornalista especializado em esportes a motor desde 1998. Estagiou no Jornal do Brasil e numa assessoria de comunicação antes de ingressar na Rede Globo. Em 2003, foi para o SporTV, onde foi editor dos hoje extintos programas Grid Motor e Linha de Chegada. No mesmo ano, iniciou sua trajetória como comentarista, estreando numa transmissão de uma corrida de Stock Car, realizada no saudoso Autódromo de Jacarepaguá. Há sete anos, está no Fox Sports, atuando como editor responsável do programa Fox Nitro e comentarista de diversas categorias, entre as quais Rali Dakar, Nascar, MXGP, WTCC, WRC, FIA WEC, IMSA, Fórmula E, WTCR e Superbike Series Brasil. Conduz o blog A Mil Por Hora, agora no GRANDE PRÊMIO, desde 2008.

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