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4 de agosto de 2019 - 12:31Fórmula 1

Faltam dez!

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“Hammer Time”: talvez a maior vitória de Lewis Hamilton na temporada, num GP da Hungria praticamente dominado por Max Verstappen. O holandês é fabuloso. Mas o inglês é foda

RIO DE JANEIRO - Smartphone na mão, GP da Hungria ainda em seu primeiro terço, Max Verstappen – um sensacional pole position – líder do GP da Hungria.

Aí solto a seguinte. “Hamilton vai ganhar esse negócio aí”. Está o print aqui abaixo para não me deixar mentir.

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Cheguei a duvidar, até, depois que Verstappen, num primeiro momento, deu uma enquadrada no rival, que chegou a sair para o acostamento.

Mas é melhor nunca duvidar do britânico da Mercedes.

O modo “Hammer Time” entrou em ação na reta final da disputa. A Mercedes-Benz deu um show na estratégia e Lewis, um show na pista. Com pneus médios, os faixa amarela, o líder da temporada e atual campeão mundial trucidou a diferença que o separava de Verstappen. Com um passão por fora, a menos de três voltas do final, Hamilton rumou para a sua 81ª vitória na carreira.

Agora, faltam apenas 10 para igualar o recorde histórico de Michael Schumacher. Um triunfo que já pode ratificar um novo patamar na trajetória de Hamilton no esporte. Ele é um piloto excepcional, foda, um dos maiores de sua geração. E não é exagero nenhum colocá-lo como um dos gênios do automobilismo em todos os tempos.

Dirão alguns… “ain, mas a Mercedes tem o melhor carro da era híbrida”. E daí? Tem também o melhor piloto hoje a bordo deles. Eu sempre disse que, melhor que Hamilton, na Fórmula 1, só Alonso. Mas o espanhol não corre mais lá, então não há termo de comparação do britânico com nenhum outro ainda.

Mas Verstappen hoje foi igualmente soberbo. Aliás, desde ontem com sua primeira e histórica pole. Comandou a corrida como quis até os pneus de sua Red Bull não aguentarem. Ficou satisfeito com o 2º lugar. Outros tempos… se fosse há uns dois anos, o holandês não agiria desta forma. Maturidade, consistência, evolução e sobretudo paciência.

Um campeão às vezes não nasce da noite pro dia, mas a equipe rubrotaurina pode ficar tranquila. Tem um diamante sendo lapidado pouco a pouco para fazer história.

E a Ferrari?

Nossa… só de binóculo para ver os dois primeiros. Uma luneta que Maranello levou para não ser esquecida. Vettel pelo menos colocou ordem na casa, ainda passou Leclerc no fim e foi ao pódio. Mas tomar um minuto de diferença para os sobrenaturais Hamilton e Verstappen é demais para os fãs da mais tradicional escuderia da Fórmula 1.

E Bottas? E Gasly?

Vou te contar hein… foi mal o finlandês. Com o carro que tinha, a obrigação era no mínimo ser o 6º colocado após o toque que provocou um dano em sua asa dianteira e o fez cair para último. Nem isso conseguiu: acabou em oitavo. Futuro em xeque.

Gasly… melhor não falar mais nada. Sexto, uma volta atrás – e perdendo o top 5 para um excepcional Carlos Sainz. Difícil defender.

McLaren consolidada como quarta força: Sainz, pra mim, o grande nome da corrida além dos dois primeiros colocados. Norris voltou aos pontos e graças a ele, ganhei o Bolão da firma neste GP da Hungria. Mais uma pizza de saldo.

A Fórmula 1 entra em modo “férias” e só volta em 1º de setembro com o GP da Bélgica, na espetacular Spa-Francorchamps. Até lá, Hamilton com certeza irá curtir a oitava conquista em 12 etapas, que o deixa com 250 pontos – 62 de vantagem para Bottas, que por sua vez já enxerga um possuído Verstappen nos espelhos retrovisores.

O holandês também tem sólida vantagem sobre a dupla da Ferrari – 25 pontos em relação a Vettel e 49 contra Leclerc. Carlos Sainz Jr. também vislumbra Gasly na alça de mira. Vai para a reta final do campeonato cinco pontos atrás do francês da Red Bull.

E tivemos mais uma corrida da qual não podemos nos queixar – aliás, a quarta seguida desde a modorra de Paul Ricard. A Fórmula 1 dá um tapa na cara da sociedade e nos cagadores de regra que usam as redes sociais para enxergar defeito num GP da Hungria acima da média.

Gostamos assim. Que continue assim. Até 1º de setembro!

16 comentários

  1. Antonio Seabra disse:

    Excelente analise, de uma grande corrida, numa pista que normalmente proporciona corridas meio sem graça.
    Hoje vimos uma exibição de gala de 2 grandes pilotos, Até o inicio desse ano me recusava a ver Max como um piloto excepcional, mas o amadurecimento que ele vem mostrando esse ano, está me fazendo mudar de opinião. Grande corrida dele.
    Quanto a Hamilton, simplesmente está sedimentando sua posição como um dos maiores da historia. Em percentual de vitorias por corridas, chegou a 33,6%, se aproximando de Jim Clark com 34,7% e, entre os regulares da F1, só Fangio com 47% e Ascari com 46% parecem inalcançáveis. Pra exemplificar, Schumacher tem 29%, Stewart 27% e Vettel 22%.
    Como curiosidade, vale ressaltar que a corrida de hoje mostrou varias ulrtapassagens em pontos do circuito onde não er anormal ve-las, com ou sem o uso das asas moveis. Kvyat por exemplo passou Albon por fora numa curva sem o uso de asa e

    • Antonio Seabra disse:

      COMPLETANDO: sem o uso da asa móvel e DURANTE O PERCURSO EM CURVA (não foi na freada e completando por fora, como a de Hamilton sobre Max ou de Norris sobre não me lembro quem, ambas também muito bonitas). Foi por fora mesmo, antológica !!!
      Enfim, tivemos uma grande corrida, E impressionante, como voce bem destacou, faltou pouco para que Hamilton e Verstappen colocassem 1 vota de bantagem sobre TODOS os outros: Lewis chegou mas de 1 min a frente das 2 Ferraris, 3° e 4° colocadas, num circuito onde as voltas estavam na casa de 1 min 19 seg. !!!!!

      Cruzar os dedos e esperar outra grande corrida em SPA.

  2. Claudio disse:

    Corrida sensacional do Hamilton e Verstappen. Pena que deu Lewis, gostaria que o campeonato tivesse ao menos uns chance de disputa até o final do ano. As perseguições dele após as paradas foram sensacionais, agressivo e com muito controle, dá gosto de ver. Legal demais ver a McLaren em destaque novamente. Alfa Romeo com Kimi tbm vai bem, quinta força da F1 nessas últimas provas. Que vergonha para a Ferrari, ano para esquecer. Bottas é outro que vai para as férias bem desprestigiado. Agora é aguardar o retorno das férias, tomara que Ela e Monza tenham corridas tão boas quanto essas últimas 4.

  3. OZZMAIR disse:

    Quem diria , Hungria nos tempos atuais , no seco , tendo uma grande prova , que bom. Mattar , uma perguntinha , esse zumzumzum sobre o possível retorno da parceria McLaren/Mercedes é real mesmo??? Forte abraço!!!

  4. Marcos Ferreira disse:

    Nas inúmeras profissões mundo afora vemos filhos se inspirando nos pais e seguindo a carreira deles, mas na grande maioria das vezes os filhos não conseguem superá-los. Pela primeira vez estou vendo um filho (Jos Verstappen) superando o pai (Jos Verstappen). Rodrigo, você se lembra de algum outro filho que superou o pai na velocidade? (Apesar de Gilles Vileneuve nunca ter ganho um campeonato e seu filho sim, acho que o pai ainda foi superior)

    • Rodrigo Mattar disse:

      Marcos, parece que o Verstappen é um dos raros casos em que o filho supera o pai – se bem que o Jos, à exceção da Benetton, não teve bons carros na Fórmula 1, só monopostos razoáveis.

      O Verstappen pai andou bem de LMP2 (ganhou em Le Mans) e era rápido de LMP1. Só que era muito maluco.

  5. Antonio Seabra disse:

    Rodrigo,

    Muito boa, na minha opinião, a analise que o Rosberg fez, comparando o Lewis Hamilton e o Max Verstappen, e o Grande Premio publicou.
    embora não concorde com a tese dele,de que o Verstappen JÁ seja mais rapido que o Hamilton, acho que no geral a analise é perfeita, e bate com minha ideia pessoal de que a maioria dos pilotos começa a ter um declínio sensível por volta dos 34 anos. Claro que não é uma coisa pontual, vai ocorrendo aos poucos, mas a experiencia vai compensando a perda dos reflexos. A partir dai a perda de reflexos continua aumentando e a experiencia não cresce mais…..provocando um declinio em velocidade pura. Acho que o Lewis está começando a chegar nesse ponto, tanto é que as vezes é superado pelo Bottas nos treinos…..mas ainda tem muita lenha pra queimar.
    Já o Max (concordo também com a tese de que ele é ULTRA VAIDOSO) está na fase em que o ganho de experiencia somado a zero perda de reflexos (ainda muito jovem), está na sua fase ascendente.
    Acho que por mais 1 ou 2 anos o Lewis compensa a perda natural pela idade com um elevado nível de concentração e foco. Mas depois, se Verstappen continuar na parte ascendente do ciclo, ira batê-lo com mais constância.
    Até recentemente não achava o Max um dos melhores do lote, Riccardo cansou de provar que podia ser tão rápido, ou até mais, sobre uma volta. Mas acho que ele ainda está crescendo.
    A grande maioria dos pilotos excepcionalmente rápidos, tais como Gilles, Peterson, RIndt, Clark, Moco, Senna, não nos permitiram avaliar a tese, pois morreram antes dos 34. Idem com Stewart, que parou de correr aos 34.
    Já Schumacher, Emerson e Piquet, foram exemplos claros de perda de perfomance (velocidade pura) depois dos 35, embora continuassem sendo excelentes, no somatorio experiencia + habilidade/reflexos.
    O único ponto fora curva, na minha opinião foi Mansell. Embora não o alinhe entre meus pilotos favoritos em termos de habilidade, o inglês continuou sendo excepcionalmente rápido até os 39/40 anos (até porque, cabeça dura como era, a experiencia não contava muito pra ele….kkkk)

    Antonio.

  6. Zé Maria disse:

    Belo post do Rodrigo, mais um por sinal!
    E o pessoal que comenta também é do ramo, então o resultado não poderia ser outro, automobilismo discutido em seu mais alto nível, sem pachequismo.
    Apenas um adendo, antigamente o camarada entrava no carro, fechava a viseira e ia discutir a freada só com os adversários e mais ninguém, todo mundo com o mesmo pneu, sem compostos diferentes e trocas obrigatórias.
    Hoje é pneu chiclete, pneu peroba, asa móvel, undercut, rádio daqui, rádio dali.
    Na minha visão, os títulos de Clark, Hill, Brabham, Hulme, Stewart, Rindt, Fittipaldi, Lauda, Hunt, Andretti, Scheckter, Jones, Piquet e companhia bela, sempre valerão bem mais que as trocentas vitórias do Hamilton.
    Até porque naquela época, era só olhar torto para o carro que ele já quebrava, hoje está tudo muito diferente, o motorista é um mero cumpridor de ordens. . .
    Abraço.

  7. Vinicius disse:

    Acho que a cadeira do Gasly merece gente melhor. Os dois da Toro Rosso não parecem ser a resposta. Fosse eu chefe da Red Bull, ia atrás de repatriar o Sainz. A temporada do espanhol é muito boa.

    Quanto ao Bottas, o limite é esse aí. Bom piloto, capaz de fazer grandes corridas e beliscar vitórias, mas sem a constância e a audácia suficientes para brigar por títulos. Contudo, na fila do pão da Mercedes, não acho que o Ocon seja capaz de fazer muito melhor. Se é para mudar, que venha George Russell.

  8. Alan Ambrosini disse:

    Como diriam os boleiros: Christian Horner tomou um “NÓ TÁTICO” desconsertante do Toto Wolff.

    Não sei quem se arrepende mais: se é o Riccardo por deixar a Red Bull ou a rubrotaurina por ter perdido o australiano. O Gasly esta sendo a Renaut dentre os pilotos e vice-versa.

  9. Gabriel Medina, O outro disse:

    Desculpa, mas Alonso não tem nem 20% do talento do Hamilton. Piloto rápido e um dos melhores de sua geração? Sim. Um dos melhores de todos os tempos e melhor que um piloto que muito provavelmente baterá todos os recordes de Schumacher? Não, não chega nem perto.

    Combativo e rápido, o espanhol brilhou quando teve carro e brigou bonito nos tempos de Ferrari, mas peca, e muito, no senso de oportunidades e na política, habilidades mais do que necessárias para estar no rol dos melhores.

  10. Rodrigo disse:

    E a MotoGP está no mesmo esquema. A briga é do segundo pra trás.
    O problema da F1 seria resolvido com alguns ajustes nas pistas. Ficam pensando em regulamento pra lá, regulamento pra cá, sendo que já tentaram um monte de coisas, asas, kers, recuperação de energia, drs, e o óbvio se faz toda vez que se tem uma pista de verdade.

  11. Rodrigo botana disse:

    Queria ver se hamilton tivesse um.companheiro de equipe que o peitasse na pista se ele ganharia corridas com essa facilidade,não ganharia,bottas é um.bundão sem auto estima,pelo bem da f1 ocon na mercedes ano que vem,se bottas continuar mais um.ano na mercedes ai hamilton batera facil.todos os recordes,hamilton só ganha corridas em.cima de companheiros de equipe fracos,saudade do nico rosberg

  12. Felipe disse:

    Concordando com tudo, às vezes acho que Vettel tem saudades da antiga casa.
    Hamilton é foda, mas esperava essa reação no GP anterior, quando perdeu a asa dianteira pensei “esse cara agora vai voltar com sangue no olho!”, mas deu no que deu!
    Bom texto Mattar!

  13. Pablo Munoz disse:

    Sobre a comparação de LH com Alonso: superar o ótimo espanhol como companheiro de McLaren já na temporada de estréia e ainda moleque imberbe me parece suficiente… Não?

    Da mesma forma Verstappen já deixou claro que faz parte do pequeno time dos bem acima da média. Aliás o tira teima dos sonhos seria ver hoje Verstappen e Hamilton disputando voltas rápidas com equipamento idêntico. Sou fã desde sempre do Hamilton mas apostaria minhas fichas no Verstappen.

  14. Pedro Fonseca disse:

    Rodrigo, se me permite uma pequena discordância, acho que Hamilton já atingiu um patamar de excelência que Alonso nunca conseguiu. E pra mim, isso se deve muito à perda do campeonato de 2016 para o Rosberg, onde quebra na Malásia a parte, o inglês perdeu um caneco que era pra ganhar com alguma tranquilidade, por largar muito mal em várias corridas. Ali, parece que ele resolveu dar mais atenção ao que é de fato relevante, e passou a trucidar os seus adversários.

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